AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2026
A Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) envolve um conjunto de medidas que visam evitar ou reverter uma Parada Cardiorrespiratória (PCR) por meio de suporte ventilatório e circulatório. Sobre esta situação, analise as afirmativas abaixo: I. O prognóstico da RCP nas crianças é melhor que nos adultos. II. As arritmias ventriculares ocorrem na maioria dos casos das vítimas pediátricas em PCR extrahospitalar. III. As compressões torácicas devem ser realizadas com profundidade de 1/3 do tórax, numa frequência não superior a 100 por minuto.
PCR pediátrica: causa asfíxica > arritmia; compressão 100-120/min e profundidade 1/3 do tórax.
A PCR em pediatria geralmente decorre de falência respiratória progressiva (asfixia), apresentando pior prognóstico que a de origem cardíaca súbita. As diretrizes exigem 100-120 compressões/min.
A PCR pediátrica difere da adulta principalmente pela etiologia. Enquanto no adulto a causa cardíaca súbita predomina, na criança a hipóxia e o choque são os gatilhos principais. Isso reflete na predominância de ritmos não chocáveis e na necessidade crítica de ventilação precoce. O treinamento em PALS enfatiza a prevenção da parada através do reconhecimento precoce do desconforto respiratório e do choque circulatório.
Diferente dos adultos, onde a causa cardíaca e ritmos chocáveis são frequentes, na pediatria a maioria das paradas cardiorrespiratórias é de origem hipóxica/asfíxica. Consequentemente, os ritmos iniciais mais comuns são a assistolia e a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP). As arritmias ventriculares (FV/TV) ocorrem em menos de 10-15% dos casos pediátricos extra-hospitalares.
As compressões devem ser realizadas com uma frequência de 100 a 120 batimentos por minuto. A profundidade deve atingir pelo menos um terço do diâmetro anteroposterior do tórax, o que equivale a aproximadamente 4 cm em lactentes e 5 cm em crianças maiores, permitindo o retorno total do tórax entre as compressões.
Não. Historicamente, o prognóstico da PCR pediátrica, especialmente no ambiente extra-hospitalar, é considerado pior do que no adulto, devido à natureza progressiva da falência respiratória e do choque que levam à parada, resultando em danos hipóxico-isquêmicos graves antes mesmo do início das manobras.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo