DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2025
A Ressonância Magnética Cardiovascular - RMC é útil no diagnóstico diferencial da síndrome de Takotsubo:
Takotsubo na RMC = disfunção contrátil apical + edema miocárdico difuso, mas SEM realce tardio em padrão de infarto.
A Ressonância Magnética Cardíaca (RMC) é crucial para diferenciar a Síndrome de Takotsubo de um infarto agudo do miocárdio (IAM). A ausência de realce tardio com gadolínio em um padrão subendocárdico ou transmural, típico de necrose isquêmica, é a principal característica que afasta o IAM.
A Síndrome de Takotsubo, também conhecida como cardiomiopatia por estresse ou síndrome do coração partido, é uma condição aguda e geralmente reversível de disfunção do ventrículo esquerdo que mimetiza um infarto agudo do miocárdio (IAM). Ela é frequentemente desencadeada por estresse físico ou emocional intenso. O diagnóstico diferencial com IAM é um desafio clínico, e a Ressonância Magnética Cardíaca (RMC) desempenha um papel fundamental nesse cenário. A RMC oferece uma caracterização tecidual detalhada do miocárdio. Em pacientes com Takotsubo, a RMC tipicamente demonstra: 1) a alteração da contratilidade segmentar com sua distribuição característica (ex: balonamento apical); 2) a presença de edema miocárdico difuso nas áreas disfuncionais, visível como hipersinal em sequências ponderadas em T2; e 3) a ausência de realce tardio com gadolínio (RTG) em um padrão vascular, que seria indicativo de necrose isquêmica irreversível vista no IAM. A ausência de RTG ou a presença de um padrão não isquêmico (sutil, mesocárdico e muitas vezes fugaz) é a pedra angular para diferenciar Takotsubo de IAM. Enquanto o IAM resulta em morte celular e subsequente fibrose (captando gadolínio tardiamente), a cardiomiopatia de Takotsubo representa um atordoamento miocárdico (stunning) severo, mas reversível, sem necrose significativa. Portanto, a RMC confirma a disfunção, avalia a inflamação (edema) e, mais importante, exclui a necrose de padrão isquêmico, solidificando o diagnóstico.
Os achados incluem disfunção contrátil transitória com um padrão característico (ex: balonamento apical), edema miocárdico intenso nas áreas afetadas (hipersinal em sequências T2) e, crucialmente, a ausência de realce tardio com gadolínio em um padrão de necrose isquêmica (subendocárdico ou transmural).
O realce tardio com gadolínio indica fibrose ou necrose miocárdica irreversível. No infarto, ele segue um padrão vascular (subendocárdico ou transmural). Em Takotsubo, geralmente está ausente, indicando atordoamento miocárdico reversível. Essa distinção é fundamental para o diagnóstico e prognóstico.
Não. Embora o padrão de balonamento apical seja o mais clássico, existem variantes atípicas, como a medioventricular, basal (Takotsubo invertido) ou focal. A RMC é excelente para caracterizar a distribuição exata da alteração contrátil, auxiliando no diagnóstico preciso.
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