Ressonância Magnética no Pé Diabético: Diagnóstico de Osteomielite

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2024

Enunciado

A ressonância magnética para o diagnostico de infecção no pé diabético:

Alternativas

  1. A) É o exame de imagem contraindicado para o diagnóstico de osteomielite. Tem sensibilidade de 9% e especificidade de 8%, e tem sido o teste mais amplamente usado por décadas.
  2. B) É o exame de imagem de referência para o diagnóstico de osteomielite. Tem sensibilidade de 90% e especificidade de 10%, e tem sido o teste raramente usado por décadas.
  3. C) É o exame de imagem de referência para o diagnóstico de osteomielite. Tem sensibilidade de 90% e especificidade de 80%, e tem sido o teste mais amplamente usado por décadas.
  4. D) É o exame de imagem com pouca utilidade no diagnóstico de osteomielite. Tem sensibilidade de 30% e especificidade de 80%, e tem sido o teste mais raramente usado por décadas.

Pérola Clínica

RM é o padrão-ouro para osteomielite no pé diabético, com alta sensibilidade (90%) e especificidade (80%).

Resumo-Chave

A ressonância magnética (RM) é considerada o exame de imagem de referência para o diagnóstico de osteomielite no pé diabético devido à sua excelente acurácia. Ela permite visualizar alterações precoces na medula óssea, como edema e substituição gordurosa, que são indicativas de infecção óssea, superando outros métodos de imagem.

Contexto Educacional

Apesar da alta acurácia da RM, a cultura de biópsia óssea ainda é considerada o padrão-ouro para a confirmação etiológica da osteomielite, especialmente para guiar a antibioticoterapia. No entanto, a RM desempenha um papel indispensável na triagem, localização da infecção e avaliação da extensão da doença, auxiliando na decisão terapêutica e no planejamento cirúrgico, quando necessário.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados da RM que sugerem osteomielite no pé diabético?

Na RM, a osteomielite se manifesta como edema da medula óssea (hipossinal em T1, hiperssinal em T2 e STIR), realce pelo contraste, e, em casos avançados, destruição cortical e formação de abscesso. A RM também pode diferenciar osteomielite de artropatia de Charcot ou celulite.

Por que a RM é superior a outros exames de imagem para osteomielite?

A RM é superior por sua capacidade de visualizar tecidos moles e medula óssea com alta resolução, detectando alterações inflamatórias e infecciosas precoces que não seriam visíveis em radiografias simples ou tomografias computadorizadas, que são mais úteis para avaliar destruição óssea e deformidades.

Quando a biópsia óssea é indicada no diagnóstico de osteomielite?

A biópsia óssea com cultura é considerada o padrão-ouro definitivo para o diagnóstico de osteomielite, especialmente quando os exames de imagem são inconclusivos, há suspeita de patógenos atípicos, ou para guiar a terapia antimicrobiana em casos complexos. A RM ajuda a guiar o local da biópsia.

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