Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2024
A ressonância magnética para o diagnostico de infecção no pé diabético:
RM é o padrão-ouro para osteomielite no pé diabético, com alta sensibilidade (90%) e especificidade (80%).
A ressonância magnética (RM) é considerada o exame de imagem de referência para o diagnóstico de osteomielite no pé diabético devido à sua excelente acurácia. Ela permite visualizar alterações precoces na medula óssea, como edema e substituição gordurosa, que são indicativas de infecção óssea, superando outros métodos de imagem.
Apesar da alta acurácia da RM, a cultura de biópsia óssea ainda é considerada o padrão-ouro para a confirmação etiológica da osteomielite, especialmente para guiar a antibioticoterapia. No entanto, a RM desempenha um papel indispensável na triagem, localização da infecção e avaliação da extensão da doença, auxiliando na decisão terapêutica e no planejamento cirúrgico, quando necessário.
Na RM, a osteomielite se manifesta como edema da medula óssea (hipossinal em T1, hiperssinal em T2 e STIR), realce pelo contraste, e, em casos avançados, destruição cortical e formação de abscesso. A RM também pode diferenciar osteomielite de artropatia de Charcot ou celulite.
A RM é superior por sua capacidade de visualizar tecidos moles e medula óssea com alta resolução, detectando alterações inflamatórias e infecciosas precoces que não seriam visíveis em radiografias simples ou tomografias computadorizadas, que são mais úteis para avaliar destruição óssea e deformidades.
A biópsia óssea com cultura é considerada o padrão-ouro definitivo para o diagnóstico de osteomielite, especialmente quando os exames de imagem são inconclusivos, há suspeita de patógenos atípicos, ou para guiar a terapia antimicrobiana em casos complexos. A RM ajuda a guiar o local da biópsia.
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