UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2026
Homem, 75 anos de idade, em tratamento de câncer de próstata metastático, em uso de tansulosina, leuprorrelina e enzalutamida, não apresenta evidência de progressão de doença nos últimos 18 meses. Relata piora dos sintomas urinários obstrutivos há 6 meses. Nega antecedentes cirúrgicos. Exames: PSA = 1,4 ng/dL, ureia = 80 mg/dL e creatinina = 1,8 mg/dL. Ultrassonografia de abdômen: volume prostático de 30 g e resíduo pós-miccional de 330 mL. Qual é a conduta mais adequada?
LUTS obstrutivo em CaP estável + resíduo elevado + IR pós-renal → RTU de Próstata paliativa.
Em pacientes com câncer de próstata estável e sintomas obstrutivos graves causando retenção e disfunção renal, a RTU visa desobstruir a via urinária e preservar a função renal.
O manejo de sintomas do trato urinário inferior (LUTS) em pacientes com câncer de próstata avançado requer uma distinção entre progressão da doença e obstrução mecânica. Neste caso, o PSA baixo sugere que a doença oncológica está controlada, mas o volume residual de 330 mL e a piora da função renal indicam uma obstrução infravesical significativa. A RTU de próstata paliativa é eficaz para melhorar a qualidade de vida e prevenir a falência renal terminal. Diferente da RTU para HPB, o objetivo aqui é criar um canal pérvio. A decisão terapêutica prioriza a funcionalidade e a sobrevida livre de complicações obstrutivas em um paciente já em tratamento sistêmico.
A RTU de próstata em pacientes com câncer metastático tem finalidade paliativa e desobstrutiva. Quando o crescimento prostático causa obstrução infravesical grave, resultando em retenção urinária crônica, hidronefrose e insuficiência renal (ureia e creatinina elevadas), a remoção do tecido obstrutivo via uretral é necessária para restaurar o fluxo urinário e estabilizar a função renal, independentemente do status oncológico sistêmico.
A Prostatectomia Radical é um procedimento curativo indicado para doença localizada. Em um paciente de 75 anos com doença metastática comprovada, a cirurgia radical não traz benefício de sobrevida e apresenta alta morbidade. O foco deve ser o controle da doença sistêmica e o manejo de complicações locais, como a obstrução urinária, onde a RTU é a técnica de escolha.
O primeiro passo é a desobstrução da via urinária. Em casos agudos, a sondagem vesical de demora pode ser utilizada para alívio imediato. No entanto, para uma solução definitiva da obstrução infravesical por tecido prostático, a RTU de próstata é o padrão-ouro. É crucial monitorar o débito urinário e os eletrólitos após a desobstrução devido ao risco de poliúria pós-obstrutiva.
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