UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Em relação aos tumores estromais (GIST) do aparelho digestivo, marque a alternativa CORRETA. A ressecção do GIST gástrico e/ou de reto deve ser:
GIST gástrico/retal → ressecção segmentar com margem macroscópica negativa, sem linfadenectomia de rotina.
A ressecção cirúrgica dos GISTs, especialmente os gástricos e retais, deve ser segmentar, visando uma margem macroscópica livre de tumor. A linfadenectomia não é indicada de rotina, pois a disseminação linfática é rara nesses tumores, que se disseminam principalmente por via hematogênica ou por implantes peritoneais.
Os tumores estromais gastrointestinais (GISTs) são os sarcomas mais comuns do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal ou de seus precursores. Sua incidência é relativamente baixa, mas são clinicamente importantes devido ao seu potencial maligno. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia e imuno-histoquímica (CD117 positivo). A fisiopatologia dos GISTs está frequentemente ligada a mutações no gene KIT ou PDGFRA, que levam à ativação constitutiva de tirosina quinases. O diagnóstico diferencial inclui leiomiomas e leiomiossarcomas. A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas inespecíficos como dor abdominal, sangramento gastrointestinal ou massa palpável. O tratamento primário para GISTs ressecáveis é a cirurgia. A ressecção deve ser segmentar, com o objetivo de obter margens macroscópicas negativas, sem a necessidade de linfadenectomia de rotina. Para tumores irressecáveis ou metastáticos, e como terapia adjuvante em casos de alto risco, utiliza-se o imatinibe, um inibidor de tirosina quinase. O prognóstico depende do tamanho do tumor, índice mitótico e localização.
A técnica recomendada é a ressecção segmentar, que visa remover o tumor com uma margem macroscópica livre, preservando ao máximo o órgão.
A linfadenectomia não é indicada de rotina para GISTs porque a disseminação linfática é extremamente rara. A principal via de disseminação é hematogênica ou por implantes peritoneais.
A margem de segurança para GISTs é primariamente macroscópica. O objetivo é remover o tumor completamente, sem a necessidade de grandes margens microscópicas, que não conferem benefício adicional.
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