SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2020
O hepatocarcinoma é o tumor hepático maligno primário mais comum. Existe uma gama de possíveis tratamentos para esse tipo de tumor: ressecção cirúrgica, transplante hepático, quimioembolização, ablação por radiofrequência e quimioterapia. Qual dos casos clínicos abaixo seria o paciente ideal para se indicar ressecção cirúrgica?
Ressecção HCC ideal: Child A, função hepática preservada, tumor único sem invasão vascular, ausência de hipertensão portal significativa.
A ressecção cirúrgica é a terapia curativa de escolha para pacientes com hepatocarcinoma (HCC) que apresentam boa função hepática (Child-Pugh A), tumor único ou poucos tumores pequenos, sem invasão vascular macroscópica e sem evidência de hipertensão portal clinicamente significativa. A alternativa A descreve o cenário mais favorável para a ressecção.
O hepatocarcinoma (HCC) é o tumor primário mais comum do fígado, frequentemente associado à cirrose hepática. A escolha do tratamento depende de múltiplos fatores, incluindo a função hepática do paciente, o número e tamanho dos tumores, a presença de invasão vascular e o estadiamento da doença. A ressecção cirúrgica é uma das opções curativas, oferecendo a melhor chance de sobrevida a longo prazo para pacientes selecionados. A indicação para ressecção cirúrgica é rigorosa e visa maximizar os benefícios enquanto minimiza os riscos. Pacientes ideais geralmente apresentam função hepática preservada (Child-Pugh A), tumores únicos ou oligonodulares sem invasão macrovascular, e ausência de hipertensão portal clinicamente significativa. A avaliação pré-operatória detalhada, incluindo exames de imagem e testes de função hepática, é fundamental para selecionar os candidatos apropriados. Outras opções terapêuticas incluem transplante hepático (para critérios específicos), ablação por radiofrequência, quimioembolização transarterial (TACE) e terapias sistêmicas, que são consideradas para pacientes que não são candidatos à ressecção ou transplante, ou em estágios mais avançados da doença. O manejo do HCC exige uma abordagem multidisciplinar para otimizar os resultados.
Os principais critérios incluem função hepática preservada (Child-Pugh A), tumor único ou poucos tumores pequenos, ausência de invasão vascular macroscópica e ausência de hipertensão portal clinicamente significativa.
A classificação Child-Pugh avalia a função hepática e é crucial para determinar a tolerância do paciente à cirurgia e o risco de descompensação pós-operatória, sendo Child A o ideal para ressecção.
Contraindicações incluem função hepática comprometida (Child B ou C), múltiplos tumores bilaterais, invasão vascular macroscópica, metástases à distância e hipertensão portal grave.
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