Ressangramento de Varizes Esofágicas: Fatores de Risco

SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2021

Enunciado

O Sr. Pedro, 70 anos, tabagista, diabético controlado, história de etilismo de longa data, porém há 1 ano e meio em abstinência, é acompanhando pela MFC Lídia. Pedro teve uma internação, devido a dois episódios de vômito com sangue e realizou uma endoscopia digestiva alta que mostrou varizes esofágicas importantes. Está em uso de metformina e glibenclamida. Dos fatores abaixo, o que pode resultar em maior chance de ressangramento para o Sr Pedro é:

Alternativas

  1. A) Tabagismo
  2. B) Diabetes
  3. C) Idade
  4. D) Tratamento farmacológico inadequado

Pérola Clínica

Ressangramento de varizes esofágicas → principal fator de risco é tratamento inadequado para profilaxia secundária.

Resumo-Chave

A profilaxia secundária do ressangramento de varizes esofágicas é crucial para pacientes com histórico de sangramento. Isso geralmente envolve o uso de betabloqueadores não seletivos e/ou ligadura elástica endoscópica, e a adesão a este tratamento é um fator determinante para evitar novos episódios hemorrágicos.

Contexto Educacional

O ressangramento de varizes esofágicas é uma complicação grave da hipertensão portal, frequentemente associada à cirrose hepática, e representa uma das principais causas de mortalidade em pacientes com doença hepática avançada. A identificação precoce e a profilaxia adequada são cruciais para melhorar o prognóstico. A história de um episódio prévio de sangramento é o maior preditor de ressangramento, tornando a profilaxia secundária uma prioridade clínica. A fisiopatologia envolve o aumento da pressão no sistema porta, que leva à formação de vasos colaterais, incluindo as varizes esofágicas. Estas varizes, sob alta pressão e com paredes finas, são propensas à ruptura. Fatores como tamanho da variz, presença de 'red spots' na endoscopia e gravidade da disfunção hepática (Child-Pugh) também influenciam o risco. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta. O tratamento para prevenção secundária baseia-se em duas abordagens principais: farmacológica (betabloqueadores não seletivos para reduzir a pressão portal) e endoscópica (ligadura elástica das varizes). A combinação de ambas é frequentemente a mais eficaz. A adesão rigorosa ao regime terapêutico é fundamental, e o tratamento inadequado ou a falta de adesão são os principais fatores que contribuem para o alto risco de ressangramento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de ressangramento de varizes esofágicas?

Os principais sinais incluem hematêmese (vômito com sangue), melena (fezes escuras e pegajosas) ou hematoquezia (sangue vivo nas fezes, se o sangramento for volumoso e rápido). Sinais de choque hipovolêmico como taquicardia, hipotensão e palidez também podem estar presentes.

Qual a conduta inicial para prevenir o ressangramento de varizes esofágicas?

A conduta inicial para prevenção secundária envolve a combinação de betabloqueadores não seletivos (como propranolol ou carvedilol) para reduzir a pressão portal e a ligadura elástica endoscópica das varizes. A escolha depende da condição do paciente e da disponibilidade.

Como o tratamento farmacológico inadequado aumenta o risco de ressangramento?

O tratamento farmacológico inadequado, como a não adesão ou a dose insuficiente de betabloqueadores, falha em reduzir a pressão portal de forma eficaz. Isso mantém as varizes sob alta tensão, aumentando significativamente o risco de ruptura e novo sangramento.

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