Úlcera Péptica Sangrante: Manejo do Ressangramento

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Um paciente de 70 anos é levado a um hospital por apresentar hematêmese em grande quantidade. Internado em unidade de terapia intensiva, foi submetido à endoscopia digestiva alta de urgência, sendo diagnosticado com úlcera péptica tipo 2, Forrest Ia, recebeu tratamento com injeção submucosa de adrenalina, eletrocoagulação térmica e controle efetivo do sangramento. Evoluiu com nova hematêmese, em moderada quantidade, sendo realizada hemotransfusão de urgência. O paciente encontra-se estável hemodinamicamente.Diante desse quadro, o tratamento subsequente adequado é

Alternativas

  1. A) cirúrgico, com gastrectomia total.
  2. B) laparoscópico, com antrectomia e vagotomia.
  3. C) clínico, com inibidor de bomba de prótons venoso.
  4. D) endoscópico, com controle local do sangramento.

Pérola Clínica

Ressangramento de úlcera péptica com estabilidade hemodinâmica → nova tentativa endoscópica.

Resumo-Chave

Em casos de ressangramento de úlcera péptica após tratamento endoscópico inicial, se o paciente estiver hemodinamicamente estável, a primeira linha de conduta é repetir o procedimento endoscópico para controle local do sangramento. A cirurgia é reservada para falha de duas tentativas endoscópicas ou instabilidade persistente.

Contexto Educacional

A hemorragia digestiva alta (HDA) por úlcera péptica é uma emergência comum, com alta morbimortalidade. A classificação de Forrest é fundamental para estratificar o risco de ressangramento e guiar o tratamento. Úlceras Forrest Ia, como no caso, indicam sangramento ativo em jato, com alto risco de ressangramento. O tratamento inicial envolve estabilização hemodinâmica e endoscopia digestiva alta de urgência para hemostasia. O tratamento endoscópico para úlceras sangrantes geralmente combina métodos injetáveis (como adrenalina) com métodos térmicos (eletrocoagulação) ou mecânicos (clipes). A falha do tratamento endoscópico inicial, definida como ressangramento, exige uma reavaliação. Se o paciente estiver hemodinamicamente estável, uma segunda tentativa endoscópica é a conduta preferencial, pois a cirurgia acarreta maior morbimortalidade. A cirurgia é reservada para falha de duas tentativas endoscópicas, sangramento maciço incontrolável, instabilidade hemodinâmica refratária ou complicações como perfuração. O uso de inibidores de bomba de prótons (IBP) venosos em alta dose é um pilar do tratamento clínico adjuvante, reduzindo a acidez gástrica e o risco de ressangramento. O caso ilustra a importância de seguir um algoritmo de manejo escalonado, priorizando a abordagem menos invasiva sempre que possível.

Perguntas Frequentes

Qual a classificação de Forrest para úlceras pépticas sangrantes?

A classificação de Forrest categoriza as úlceras pépticas com base nos achados endoscópicos do sangramento, indicando o risco de ressangramento e orientando a conduta. Forrest Ia e Ib são sangramento ativo, IIa e IIb são estigmas de sangramento recente de alto risco, e IIc e III são estigmas de baixo risco ou lesão sem sangramento.

Quando a cirurgia é indicada para úlcera péptica sangrante?

A cirurgia é geralmente indicada para úlcera péptica sangrante em casos de falha de duas tentativas de tratamento endoscópico, sangramento maciço e incontrolável, instabilidade hemodinâmica persistente apesar da ressuscitação, ou perfuração/obstrução associada.

Qual o papel do IBP venoso no manejo da úlcera péptica sangrante?

Inibidores de bomba de prótons (IBP) venosos são cruciais no manejo da úlcera péptica sangrante, pois reduzem a acidez gástrica e promovem a estabilização do coágulo, diminuindo o risco de ressangramento. Devem ser iniciados precocemente e mantidos após o controle endoscópico.

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