Fisiologia da Resposta Sexual Feminina: Fase de Excitação

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026

Enunciado

Na fase de excitação na resposta sexual feminina, os sinais parassimpáticos do plexo sacral ativam a liberação de óxido nítrico, polipeptídeo intestinal vasoativo e acetilcolina, promovendo vasodilatação e aumento do fluxo sanguíneo genital. São achados característicos desta fase:

Alternativas

  1. A) Lubrificação vaginal decorrente da produção do muco cervical com filância extrema que é induzido pela ocitocina.
  2. B) Tumescência e protusão do clitóris, pela dilatação das artérias cavernosas clitorianas.
  3. C) Contrações rítmicas da musculatura perineal e extragenital, associadas ao alongamento e dilatação da vagina.
  4. D) Ativação de reflexos medulares que geram contrações rítmicas da musculatura perineal e extragenital.

Pérola Clínica

Excitação feminina → Vasocongestão + Tumescência clitoriana + Lubrificação.

Resumo-Chave

A fase de excitação é mediada pelo parassimpático, resultando em vasocongestão genital, ereção do clitóris e transudação vaginal.

Contexto Educacional

A resposta sexual feminina é um processo complexo que envolve a integração de estímulos psicológicos, hormonais e neurofisiológicos. O modelo clássico de Masters e Johnson descreve as fases de excitação, platô, orgasmo e resolução. Na fase de excitação, a ativação do plexo sacral (S2-S4) leva à liberação de mediadores como acetilcolina, VIP e óxido nítrico. Esses mediadores causam a vasodilatação das artérias genitais, resultando na ereção do clitóris e no ingurgitamento dos bulbos do vestíbulo e das paredes vaginais. Além da lubrificação por transudação, ocorre o relaxamento da musculatura lisa vaginal, permitindo o alongamento e a expansão do terço superior da vagina (efeito de 'tenda'). Compreender essa fisiologia é fundamental para o manejo de disfunções sexuais femininas, como o transtorno do interesse/excitação sexual.

Perguntas Frequentes

Como ocorre a lubrificação na fase de excitação?

Durante a fase de excitação, a estimulação parassimpática promove uma intensa vasocongestão dos plexos venosos que circundam a vagina. Esse aumento da pressão hidrostática nos capilares vaginais força a passagem de um filtrado plasmático através do epitélio escamoso estratificado da vagina, processo conhecido como transudação. Este líquido é o principal responsável pela lubrificação, e não o muco cervical, que tem papel secundário e propriedades reológicas diferentes.

Qual o papel do óxido nítrico na resposta feminina?

Assim como no homem, o óxido nítrico (NO) é um neurotransmissor chave na resposta sexual feminina. Liberado por terminações nervosas e células endoteliais em resposta a estímulos parassimpáticos, o NO ativa a guanilato ciclase, aumentando o GMPc e promovendo o relaxamento da musculatura lisa das artérias cavernosas e do tecido erétil do clitóris e dos bulbos vestibulares. Isso resulta em aumento do fluxo sanguíneo, tumescência e protrusão clitoriana.

O que diferencia a fase de excitação da fase de orgasmo?

A fase de excitação é caracterizada predominantemente por fenômenos vasculares (vasocongestão) e autonômicos parassimpáticos. Já a fase de orgasmo é caracterizada por fenômenos neuromusculares reflexos, envolvendo contrações rítmicas involuntárias da musculatura do assoalho pélvico (músculo bulbocavernoso e isquiocavernoso) e do útero, mediadas por reflexos espinhais e liberação de ocitocina.

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