PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Na fase de excitação na resposta sexual feminina, os sinais parassimpáticos do plexo sacral ativam a liberação de óxido nítrico, polipeptídeo intestinal vasoativo e acetilcolina, promovendo vasodilatação e aumento do fluxo sanguíneo genital. São achados característicos desta fase:
Excitação feminina → Vasocongestão + Tumescência clitoriana + Lubrificação.
A fase de excitação é mediada pelo parassimpático, resultando em vasocongestão genital, ereção do clitóris e transudação vaginal.
A resposta sexual feminina é um processo complexo que envolve a integração de estímulos psicológicos, hormonais e neurofisiológicos. O modelo clássico de Masters e Johnson descreve as fases de excitação, platô, orgasmo e resolução. Na fase de excitação, a ativação do plexo sacral (S2-S4) leva à liberação de mediadores como acetilcolina, VIP e óxido nítrico. Esses mediadores causam a vasodilatação das artérias genitais, resultando na ereção do clitóris e no ingurgitamento dos bulbos do vestíbulo e das paredes vaginais. Além da lubrificação por transudação, ocorre o relaxamento da musculatura lisa vaginal, permitindo o alongamento e a expansão do terço superior da vagina (efeito de 'tenda'). Compreender essa fisiologia é fundamental para o manejo de disfunções sexuais femininas, como o transtorno do interesse/excitação sexual.
Durante a fase de excitação, a estimulação parassimpática promove uma intensa vasocongestão dos plexos venosos que circundam a vagina. Esse aumento da pressão hidrostática nos capilares vaginais força a passagem de um filtrado plasmático através do epitélio escamoso estratificado da vagina, processo conhecido como transudação. Este líquido é o principal responsável pela lubrificação, e não o muco cervical, que tem papel secundário e propriedades reológicas diferentes.
Assim como no homem, o óxido nítrico (NO) é um neurotransmissor chave na resposta sexual feminina. Liberado por terminações nervosas e células endoteliais em resposta a estímulos parassimpáticos, o NO ativa a guanilato ciclase, aumentando o GMPc e promovendo o relaxamento da musculatura lisa das artérias cavernosas e do tecido erétil do clitóris e dos bulbos vestibulares. Isso resulta em aumento do fluxo sanguíneo, tumescência e protrusão clitoriana.
A fase de excitação é caracterizada predominantemente por fenômenos vasculares (vasocongestão) e autonômicos parassimpáticos. Já a fase de orgasmo é caracterizada por fenômenos neuromusculares reflexos, envolvendo contrações rítmicas involuntárias da musculatura do assoalho pélvico (músculo bulbocavernoso e isquiocavernoso) e do útero, mediadas por reflexos espinhais e liberação de ocitocina.
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