Resposta Neuroendócrina ao Trauma Cirúrgico: Alterações Chave

UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021

Enunciado

A resposta neuroendócrina em relação ao trauma cirúrgico é uma resposta normal, um estímulo que visa preparar o organismo para uma situação de estresse, manutenção da vida e homeostase e eliminar antígenos e tecidos desvitalizados. As principais alterações hormonais, de diurese e bioquímicas observadas nessa fase são:

Alternativas

  1. A) Aumento de catecolaminas, glicocorticoides e glucagon - poliúria - excreção aumentada de potássio, retenção de sódio.
  2. B) Diminuição de catecolaminas, glicocorticoides e glucagon - oligúria - excreção aumentada de potássio, retenção de sódio.
  3. C) Diminuição de catecolaminas, glicocorticoides e glucagon - oligúria - excreção aumentada de sódio, excreção aumentada de potássio.
  4. D) Aumento de catecolaminas, glicocorticoides e glucagon - poliúria - retenção de potássio, retenção de sódio.
  5. E) Aumento de catecolaminas, glicocorticoides e glucagon - oligúria - excreção aumentada de potássio, retenção de sódio.

Pérola Clínica

Trauma cirúrgico → ↑ catecolaminas, glicocorticoides, glucagon; oligúria; ↑ excreção K+, retenção Na+.

Resumo-Chave

A resposta neuroendócrina ao trauma cirúrgico é uma cascata de eventos que visa manter a homeostase. Há um aumento de hormônios catabólicos (catecolaminas, cortisol, glucagon) e de ADH e aldosterona, resultando em oligúria, retenção de sódio e água, e aumento da excreção de potássio.

Contexto Educacional

A resposta neuroendócrina ao trauma cirúrgico é um mecanismo de defesa complexo e essencial para a sobrevivência. Ela envolve a ativação do sistema nervoso simpático e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, resultando na liberação de diversos hormônios que modulam o metabolismo e a função orgânica. Fisiologicamente, ocorre um aumento de catecolaminas, glicocorticoides e glucagon, que promovem catabolismo, glicogenólise e gliconeogênese para fornecer energia. O aumento do hormônio antidiurético (ADH) e da aldosterona leva à retenção de água e sódio, resultando em oligúria e expansão do volume intravascular. Concomitantemente, há um aumento da excreção de potássio devido ao catabolismo e à ação da aldosterona. Compreender essas alterações é fundamental para o manejo pós-operatório, incluindo a reposição volêmica e eletrolítica. O objetivo é minimizar o estresse metabólico e promover a recuperação, evitando complicações como desequilíbrios hidroeletrolíticos e hiperglicemia.

Perguntas Frequentes

Quais hormônios são aumentados na resposta ao trauma cirúrgico?

Há um aumento significativo de catecolaminas (adrenalina, noradrenalina), glicocorticoides (cortisol), glucagon, hormônio antidiurético (ADH) e aldosterona, que atuam na manutenção da homeostase.

Por que ocorre oligúria e retenção de sódio no pós-operatório?

A oligúria e a retenção de sódio são mediadas principalmente pelo aumento do ADH e da aldosterona, que promovem a reabsorção de água e sódio nos rins, respectivamente, em resposta ao estresse e à hipovolemia relativa.

Qual a alteração do potássio na resposta inicial ao trauma?

Na fase inicial da resposta ao trauma, há um aumento da excreção de potássio, principalmente devido ao catabolismo proteico e à ação da aldosterona, que promove a troca de sódio por potássio nos túbulos renais.

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