UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Sobre a resposta neuroendócrina ao trauma, é correto afirmar, EXCETO:
Trauma → ↑ GH e ↓ IGF-1 na fase aguda, não o contrário.
A resposta neuroendócrina ao trauma é complexa e visa mobilizar recursos energéticos. Ela leva a um estado hipercatabólico, com aumento da resistência à insulina e gliconeogênese. As citocinas pró-inflamatórias (TNF-alfa, IL-1, IL-6, IL-8) são elevadas. No entanto, na fase aguda do trauma, a secreção de GH geralmente aumenta, enquanto os níveis de IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina 1) diminuem, caracterizando uma resistência periférica ao GH.
A resposta neuroendócrina ao trauma é uma cascata complexa de eventos fisiológicos que ocorre em resposta a lesões teciduais, infecções ou estresse cirúrgico. Seu objetivo principal é mobilizar recursos energéticos e preparar o corpo para a recuperação. A intensidade dessa resposta é diretamente proporcional à gravidade do trauma, com lesões maiores desencadeando uma resposta mais robusta. Esta resposta envolve a ativação do sistema nervoso simpático e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, resultando na liberação de catecolaminas, cortisol, glucagon e outros hormônios. Concomitantemente, há liberação de citocinas pró-inflamatórias como TNF-alfa, IL-1, IL-6 e IL-8, que atuam como mediadores da inflamação sistêmica. Essas alterações levam a um estado hipercatabólico, caracterizado por aumento da resistência periférica à insulina, gliconeogênese hepática, lipólise e proteólise, resultando em hiperglicemia e balanço nitrogenado negativo. Em relação ao eixo GH-IGF-1, na fase aguda do trauma, ocorre um aumento da secreção de Hormônio do Crescimento (GH), mas, de forma paradoxal, os níveis de Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1 (IGF-1) diminuem. Isso é atribuído a uma resistência hepática ao GH, que impede a produção de IGF-1. Essa alteração contribui para o estado catabólico, pois o IGF-1 normalmente possui efeitos anabólicos. Compreender essa resposta é crucial para o manejo nutricional e metabólico de pacientes traumatizados e cirúrgicos.
A intensidade da resposta neuroendócrina e metabólica está diretamente relacionada à magnitude da lesão tecidual. Traumas maiores e mais complexos desencadeiam uma resposta mais pronunciada, com maior liberação de hormônios do estresse e citocinas.
O estado hipercatabólico é caracterizado por aumento da resistência periférica à insulina, estímulo à gliconeogênese hepática, lipólise e proteólise. Isso resulta em hiperglicemia, balanço nitrogenado negativo e perda de massa muscular, visando fornecer substratos energéticos para a recuperação.
Na fase aguda do trauma, ocorre um aumento da secreção do Hormônio do Crescimento (GH), mas paradoxalmente, há uma redução dos níveis de Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1 (IGF-1). Isso se deve a uma resistência hepática ao GH, contribuindo para o estado catabólico e a mobilização de energia.
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