HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Avalie as assertivas abaixo, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) e escolha a alternativa que contém a sequência correta com relação à importância dos diferentes hormônios na resposta neuroendócrina pós- traumática. [ ] Hormônio antidiurético (HAD) está elevado em decorrência de estímulos de área traumatizada. [ ] Nas cirurgias de médio e grande porte, ocorre aumento dos níveis de renina, angiotensina II e aldosterona. [ ] No período pós traumático dá-se elevação do cortisol por quatro a doze horas. [ ] A secreção de adrenalina e noradrenalina aumenta muito lentamente no período pós agressivo. [ ] No período pós agressivo, por provável ação endócrina do cortisol, a produção de insulina fica aumentada.(MARGARIDO N. F. Agressão Cirúrgica. In: GOFFI F. S. Técnica Cirúrgica – Bases Anatômicas, Fisiopatológicas e Técnicas Cirúrgicas. São Paulo: Atheneu, 2001)
Trauma/cirurgia ↑ HAD, SRAA, cortisol e catecolaminas; ↓ sensibilidade à insulina.
A resposta neuroendócrina ao trauma e cirurgia é complexa e visa manter a homeostase. Há elevação de HAD, ativação do SRAA, aumento do cortisol e liberação rápida de catecolaminas. A produção de insulina pode não aumentar proporcionalmente à glicemia, levando à resistência à insulina e hiperglicemia de estresse.
A resposta neuroendócrina ao trauma e à cirurgia é um mecanismo fisiológico complexo e adaptativo, essencial para a sobrevivência do organismo frente a uma agressão. Essa resposta envolve a ativação de múltiplos eixos hormonais e do sistema nervoso autônomo, visando a manutenção da homeostase, a mobilização de energia e a preparação para a recuperação. Compreender esses mecanismos é fundamental para o manejo clínico de pacientes traumatizados ou submetidos a procedimentos cirúrgicos. Entre os principais componentes dessa resposta, destacam-se a elevação do Hormônio Antidiurético (HAD), que promove a retenção de água; a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), que contribui para a retenção de sódio e água e a vasoconstrição; e o aumento da secreção de cortisol, um glicocorticoide que tem efeitos anti-inflamatórios e catabólicos, além de elevar a glicemia. A liberação de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) pelo sistema nervoso simpático é uma resposta rápida e intensa, que aumenta a frequência cardíaca, a pressão arterial e a glicemia. No período pós-traumático, a interação desses hormônios leva a alterações metabólicas importantes, como a hiperglicemia de estresse e a resistência à insulina. Embora a insulina seja produzida, sua ação é diminuída pelos hormônios contrarregulatórios, resultando em níveis elevados de glicose no sangue. O conhecimento desses processos permite aos médicos antecipar e manejar complicações como o desequilíbrio hidroeletrolítico, a hiperglicemia e a resposta inflamatória sistêmica, otimizando a recuperação do paciente.
No período pós-traumático, o Hormônio Antidiurético (HAD), também conhecido como vasopressina, está elevado. Isso ocorre devido a estímulos como dor, estresse, hipovolemia e alterações na osmolaridade, visando a retenção de água e a manutenção da volemia e pressão arterial.
Em cirurgias de médio e grande porte, ocorre ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA). Isso leva ao aumento dos níveis de renina, angiotensina II e aldosterona, que atuam na retenção de sódio e água, contribuindo para a manutenção da volemia e da pressão arterial em resposta ao estresse e à perda de fluidos.
O cortisol eleva-se significativamente no período pós-traumático, mantendo-se alto por horas, e a secreção de adrenalina e noradrenalina aumenta muito rapidamente. Esses hormônios contrarregulatórios da insulina promovem a hiperglicemia de estresse e resistência à insulina, o que significa que a produção de insulina pode não ser suficiente para controlar os níveis elevados de glicose.
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