UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Sobre a resposta metabólica ao trauma, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA: ( ) O corpo humano responde ao trauma cirúrgico e à doença crítica de uma maneira complexa, com o objetivo de prover energia para os reparos, proteger o organismo de infecções e preservar funções vitais. ( ) As reservas de glicose, via glicogênio, são consumidas nas primeiras 24 horas em pacientes críticos; por isso, o organismo utiliza aminoácidos, lactato e piruvato para produzir glicose, através da glicogenólise. ( ) A insulina está diminuída nessas condições, e existe uma resistência à insulina periférica mediada, principalmente, por epinefrina e glicocorticoides.
Trauma → ↑ hormônios contrarreguladores, ↓ insulina, ↑ resistência periférica, gliconeogênese para energia.
A resposta metabólica ao trauma visa prover energia e proteger o organismo. O consumo de glicogênio é rápido, e a gliconeogênese (não glicogenólise) a partir de aminoácidos, lactato e piruvato torna-se crucial. A resistência à insulina é um pilar dessa resposta.
A resposta metabólica ao trauma é um processo fisiológico complexo e adaptativo, fundamental para a sobrevivência do organismo frente a lesões, cirurgias ou doenças críticas. Seu objetivo principal é mobilizar substratos energéticos, proteger contra infecções e preservar funções orgânicas vitais. Compreender essa resposta é crucial para o manejo clínico de pacientes críticos e cirúrgicos. Fisiologicamente, o trauma desencadeia uma cascata hormonal e inflamatória. Há um aumento significativo de hormônios contrarreguladores como catecolaminas, cortisol e glucagon, enquanto a insulina pode estar diminuída ou ter sua ação periférica comprometida (resistência à insulina). As reservas de glicogênio são rapidamente consumidas, geralmente nas primeiras 24 horas, e o corpo passa a depender da gliconeogênese para manter os níveis de glicose, utilizando aminoácidos (levando a catabolismo proteico), lactato e piruvato como precursores. O manejo clínico deve considerar essa resposta hipermetabólica e catabólica. A nutrição adequada, com suporte calórico e proteico, é essencial para minimizar o catabolismo e promover a recuperação. O controle da dor, infecção e inflamação também modula a intensidade dessa resposta, impactando diretamente o prognóstico do paciente.
A resposta metabólica ao trauma é dividida em fase Ebb (choque inicial) e fase Flow (catabólica e anabólica). A fase Ebb é caracterizada por hipometabolismo, enquanto a fase Flow é hipermetabólica, com aumento do catabolismo.
No trauma, há uma diminuição relativa da insulina e um aumento da resistência periférica à insulina, mediada por hormônios contrarreguladores como epinefrina e glicocorticoides, visando manter a glicemia para órgãos vitais.
A gliconeogênese é crucial no trauma porque as reservas de glicogênio são rapidamente esgotadas. Ela permite a produção de glicose a partir de aminoácidos, lactato e piruvato, fornecendo energia contínua para o reparo e funções vitais.
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