Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2021
Em resposta ao estresse causado pelo trauma, os seres humanos ativam o sistema neuronal e hormonal com o intuito de aumentar o suprimento de ATP e glicose aos órgãos nobres como cérebro e coração. Tais estímulos produzem, consequentemente
Estresse/Trauma → ativação neuronal/hormonal = vasoconstrição, hiperglicemia, taquicardia, taquipneia para órgãos nobres.
Em resposta ao estresse do trauma, o corpo ativa sistemas neuronal (simpático) e hormonal (catecolaminas, cortisol, glucagon) para garantir suprimento de energia aos órgãos vitais. Isso resulta em vasoconstrição periférica, hiperglicemia, taquicardia e taquipneia, visando otimizar a perfusão cerebral e cardíaca e fornecer substrato energético para a resposta inflamatória e reparo.
A resposta metabólica ao trauma é um complexo conjunto de alterações fisiológicas e bioquímicas que o organismo desencadeia para sobreviver a uma lesão. Essa resposta é bifásica, com uma fase inicial de 'Ebb' (fluxo diminuído) e uma fase posterior de 'Flow' (fluxo aumentado). A fase Ebb é caracterizada por hipometabolismo, com diminuição do débito cardíaco e consumo de oxigênio, enquanto a fase Flow é hipermetabólica e catabólica. A fisiopatologia envolve a ativação do sistema nervoso simpático e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, levando à liberação de catecolaminas, cortisol, glucagon e citocinas inflamatórias. Essas substâncias promovem vasoconstrição periférica para centralizar o fluxo sanguíneo, aumento da frequência cardíaca e respiratória, e mobilização de substratos energéticos. A hiperglicemia é um achado comum devido ao aumento da glicogenólise e gliconeogênese e à resistência à insulina. As manifestações clínicas incluem taquicardia, taquipneia, hipertensão inicial (seguida de hipotensão se o trauma for grave e levar ao choque), e hiperglicemia. O objetivo final dessa resposta é garantir o suprimento de ATP e glicose aos órgãos vitais (cérebro e coração) e fornecer energia para a resposta inflamatória e o processo de reparo tecidual. O entendimento dessa resposta é crucial para o manejo adequado do paciente traumatizado, visando modular a resposta inflamatória e metabólica para otimizar a recuperação.
Os principais hormônios envolvidos na resposta ao estresse do trauma incluem as catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), cortisol, glucagon e hormônio do crescimento. Esses hormônios atuam de forma sinérgica para mobilizar reservas de energia, manter a homeostase cardiovascular e modular a resposta inflamatória.
A hiperglicemia na resposta ao trauma ocorre devido ao aumento da produção de glicose (glicogenólise e gliconeogênese) e à resistência à insulina, ambos mediados pelos hormônios do estresse (catecolaminas, cortisol, glucagon). O objetivo é fornecer um substrato energético rápido e abundante para os órgãos vitais e para as células imunológicas ativadas.
A vasoconstrição da microcirculação, mediada principalmente pelas catecolaminas, é uma resposta compensatória inicial ao trauma e ao choque. Ela visa redistribuir o fluxo sanguíneo dos leitos menos essenciais (pele, músculos, vísceras) para os órgãos nobres, como cérebro e coração, garantindo sua perfusão e oxigenação em situações de estresse.
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