HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
O aumento da demanda metabólica varia de acordo com a gravidade do trauma imposto e a resposta metabólica pode ser notada por vários dias.Considerando o papel do sistema nervoso na resposta metabólica, é CORRETO afirmar:
SNC inicia resposta metabólica sistêmica ao trauma via eixos neuroendócrinos e SNA.
O sistema nervoso central, através da percepção do insulto (trauma, infecção), ativa uma cascata de eventos neuroendócrinos e autonômicos. Essa ativação leva à liberação de hormônios do estresse (catecolaminas, cortisol, glucagon) e citocinas, que juntos orquestram as alterações metabólicas sistêmicas observadas na resposta ao trauma, como hipermetabolismo e catabolismo.
A resposta metabólica ao trauma é uma cascata complexa de eventos neuroendócrinos e inflamatórios que visam a sobrevivência do organismo e a reparação tecidual após uma lesão. Essa resposta é proporcional à gravidade do insulto e pode persistir por dias ou semanas. Compreender seu mecanismo é crucial para o manejo de pacientes críticos, pois as alterações metabólicas podem levar a complicações como desnutrição, disfunção orgânica e maior suscetibilidade a infecções. O sistema nervoso central (SNC) desempenha um papel primordial na iniciação e modulação dessa resposta. Ao perceber o trauma, o hipotálamo ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA), resultando na liberação de cortisol, e o sistema nervoso simpático, que libera catecolaminas (adrenalina e noradrenalina). Esses hormônios, juntamente com citocinas pró-inflamatórias liberadas localmente e sistemicamente, induzem alterações metabólicas como hiperglicemia (devido à glicogenólise e gliconeogênese), lipólise e proteólise, fornecendo substratos energéticos para a resposta inflamatória e reparo. A resposta metabólica é caracterizada por duas fases principais: a fase "ebb" (choque inicial, hipometabolismo) e a fase "flow" (hipermetabolismo e catabolismo). O manejo clínico visa modular essa resposta, oferecendo suporte nutricional adequado para mitigar o catabolismo excessivo e otimizar a recuperação. O controle da dor e da inflamação também são importantes para atenuar a ativação neuroendócrina e melhorar o prognóstico dos pacientes traumatizados.
O SNC detecta o insulto através de vias aferentes e, em resposta, ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA) e o sistema nervoso simpático. Isso leva à liberação de hormônios do estresse como cortisol, catecolaminas e glucagon, que orquestram as alterações metabólicas sistêmicas.
As principais alterações incluem hipermetabolismo, aumento do catabolismo proteico e lipídico, resistência à insulina, hiperglicemia e balanço nitrogenado negativo. Essas mudanças visam fornecer substratos energéticos para a cicatrização e a resposta imune.
A fase 'ebb' é a fase inicial de choque, caracterizada por hipometabolismo, hipotermia e hipoperfusão. A fase 'flow' é a fase subsequente de hipermetabolismo, com aumento do gasto energético, catabolismo e resposta inflamatória, visando a reparação tecidual e combate à infecção.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo