UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022
As respostas fisiológicas ao estresse cirúrgico são múltiplas e complexas. Em relação ao metabolismo da água e dos eletrólitos, o efeito da resposta ao trauma produz uma urina com as seguintes características:
Estresse cirúrgico → ↑ADH, ↑Aldosterona, ↑Cortisol = urina ↓volume, ↑densidade, ↓Na+, ↑K+.
A resposta ao estresse cirúrgico ou trauma envolve a liberação de hormônios como ADH, aldosterona e cortisol. O ADH causa retenção de água, a aldosterona retém sódio e excreta potássio, e o cortisol tem efeitos mineralocorticoides. Isso resulta em uma urina concentrada (baixo volume, alta densidade) com baixo sódio e alto potássio.
A resposta fisiológica ao estresse cirúrgico é uma cascata complexa de eventos neuroendócrinos e metabólicos que visa manter a homeostase e promover a recuperação. Imediatamente após o trauma cirúrgico, há uma liberação acentuada de hormônios como o hormônio antidiurético (ADH), aldosterona, cortisol, catecolaminas e glucagon. Essa resposta é crucial para a sobrevivência, mas também pode levar a alterações significativas no metabolismo da água e eletrólitos. Em relação ao metabolismo hidroeletrolítico, o ADH (vasopressina) é liberado em resposta à dor, estresse e alterações da volemia, promovendo a reabsorção de água livre nos túbulos renais e resultando em oligúria e aumento da densidade urinária. A aldosterona, liberada em resposta à ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e ao aumento do potássio sérico, promove a reabsorção de sódio e água e a excreção de potássio nos túbulos distais e ductos coletores. O cortisol, com seus efeitos mineralocorticoides, também contribui para a retenção de sódio e água. Consequentemente, a urina produzida no período pós-operatório imediato, como parte da resposta fisiológica normal ao estresse, apresenta características específicas: volume baixo (oligúria), densidade alta (concentrada), baixa concentração de sódio (devido à retenção de sódio pela aldosterona) e alta concentração de potássio (devido à excreção de potássio pela aldosterona). É fundamental que o residente compreenda essa resposta para evitar interpretações errôneas de exames e condutas inadequadas, como a administração excessiva de fluidos em pacientes oligúricos que estão fisiologicamente retendo água.
Em resposta ao estresse cirúrgico, há liberação aumentada de hormônio antidiurético (ADH), aldosterona, cortisol, catecolaminas e glucagon, entre outros.
O ADH aumenta a reabsorção de água nos túbulos renais, diminuindo o volume urinário e aumentando sua densidade. A aldosterona aumenta a reabsorção de sódio e a secreção de potássio nos túbulos, resultando em baixo sódio e alto potássio na urina.
O baixo volume e a alta densidade da urina pós-operatória são resultado da ação do ADH, que promove a retenção de água para manter a volemia, e da aldosterona, que retém sódio, concentrando os solutos restantes na urina.
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