UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2015
Em relação à resposta metabólica ao trauma anestésico e cirúrgico, assinale a alternativa INCORRETA:
Resposta metabólica ao trauma cirúrgico → ↑ Cortisol, catecolaminas, glucagon, GH, ADH, aldosterona. ↓ T3, T4, TSH (síndrome do T3 baixo).
A resposta metabólica ao trauma cirúrgico é complexa e envolve a ativação de diversos eixos hormonais e inflamatórios. Contrariamente ao que a alternativa incorreta sugere, os níveis de hormônios tireoidianos (T3 e T4) geralmente diminuem no pós-operatório inicial, e não se elevam, caracterizando a 'síndrome do T3 baixo' ou 'síndrome do eutireoidiano doente', uma adaptação metabólica ao estresse.
A resposta metabólica ao trauma anestésico e cirúrgico é um processo fisiológico complexo e multifacetado, essencial para a sobrevivência do organismo frente a uma agressão. Ela envolve a ativação de eixos neuroendócrinos e a liberação de mediadores inflamatórios, visando mobilizar reservas energéticas, manter a homeostase e iniciar a reparação tecidual. Compreender essa resposta é fundamental para o manejo perioperatório e para a prevenção de complicações. Clinicamente, essa resposta é caracterizada por uma fase inicial de 'ebb' (choque, hipometabolismo) seguida por uma fase de 'flow' (hipermetabolismo). Hormonalmente, há um aumento na secreção de cortisol, catecolaminas, glucagon, hormônio do crescimento, aldosterona e hormônio antidiurético (ADH), que promovem glicogenólise, gliconeogênese, lipólise e retenção de sódio e água. A resposta inflamatória é mediada por citocinas como IL-1, IL-6 e TNF-alfa, que estimulam a síntese de proteínas de fase aguda. No entanto, os hormônios tireoidianos (T3 e T4) e o TSH geralmente diminuem no pós-operatório, caracterizando a 'síndrome do T3 baixo', uma adaptação para reduzir o consumo energético. O manejo da resposta metabólica ao trauma cirúrgico envolve otimização nutricional, controle da dor, minimização do estresse cirúrgico e, quando necessário, suporte farmacológico. A compreensão das alterações hormonais e inflamatórias permite ao médico antecipar e tratar complicações como hiperglicemia, desequilíbrios hidroeletrolíticos e imunossupressão. A alternativa incorreta na questão destaca um ponto crucial: a diminuição dos hormônios tireoidianos, e não sua elevação, é a resposta fisiológica esperada no pós-operatório imediato.
Na resposta metabólica ao trauma cirúrgico, há um aumento significativo na secreção de cortisol, catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), glucagon, hormônio do crescimento (GH), aldosterona e hormônio antidiurético (ADH). Esses hormônios promovem um estado catabólico e de retenção hidrossalina.
A Síndrome do T3 Baixo, ou síndrome do eutireoidiano doente, é uma condição comum no pós-operatório e em estados de estresse. Ela se manifesta pela diminuição dos níveis séricos de triiodotironina (T3) e, por vezes, de tiroxina (T4), com níveis normais ou levemente diminuídos de TSH. É uma adaptação para reduzir o metabolismo basal e conservar energia, e não um sinal de disfunção tireoidiana primária.
O trauma cirúrgico desencadeia uma resposta inflamatória sistêmica, com liberação de citocinas como a interleucina-6 (IL-6), que estimula a síntese de proteínas de fase aguda. Se essa resposta pró-inflamatória for excessiva, pode levar à Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS). Por outro lado, uma resposta anti-inflamatória predominante pode causar imunossupressão e maior risco de infecções.
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