HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021
Homem, 56 anos, foi submetido à cirurgia de gastrectomia total por câncer gástrico. Está no primeiro dia de pós-operatório. A cirurgia ocorreu sem intercorrências e até o momento o paciente não apresentou nenhuma complicação. Em relação ao metabolismo desse paciente, neste momento, espera-se
Pós-operatório imediato → Resposta ao estresse cirúrgico = ↑ liberação de glicose (glicogenólise/neoglicogênese).
No pós-operatório imediato, o organismo entra em um estado de estresse metabólico, caracterizado pela liberação de hormônios contrarreguladores (cortisol, catecolaminas, glucagon). Isso resulta em aumento da glicogenólise e neoglicogênese hepática, liberando glicose para a corrente sanguínea para suprir as demandas energéticas aumentadas.
O pós-operatório é um período crítico onde o organismo desencadeia uma complexa resposta metabólica ao trauma cirúrgico. Compreender essa resposta é fundamental para o manejo adequado do paciente e a prevenção de complicações. A fisiopatologia envolve a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e do sistema nervoso simpático, levando à liberação de hormônios contrarreguladores como cortisol, catecolaminas e glucagon. Essas substâncias promovem um estado catabólico, mobilizando reservas energéticas. No primeiro dia de pós-operatório, espera-se um aumento significativo da liberação de glicose para a corrente sanguínea, principalmente via glicogenólise hepática e neoglicogênese, para atender às demandas energéticas aumentadas do corpo em recuperação. Há também aumento do catabolismo proteico e lipídico, e uma resposta inflamatória com liberação de citocinas. O manejo nutricional e o controle glicêmico são aspectos importantes nesse período.
Os principais hormônios incluem cortisol, catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), glucagon e hormônio do crescimento, que atuam para mobilizar reservas energéticas e modular a resposta inflamatória.
A hiperglicemia resulta do aumento da glicogenólise e neoglicogênese hepática, estimuladas pelos hormônios do estresse, e da resistência periférica à insulina, tudo para garantir um suprimento energético rápido para os tecidos lesionados e em recuperação.
Citocinas pró-inflamatórias como IL-1, IL-6 e TNF-alfa são liberadas em resposta ao trauma cirúrgico. Elas contribuem para a febre, leucocitose e alterações metabólicas, como a resistência à insulina e o catabolismo proteico.
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