UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2023
Homem, 65 anos, foi submetido a duodenopancreatectomia, sem complicações. Encontra-se no 2° dia de pós-operatório, em boa evolução. Apresenta-se estável clinicamente. PA=130×70 mmHg; FC=110 bpm; T= 37,2°C. Nesta fase da resposta metabólica ao trauma, é correto encontrar:
Pós-operatório precoce (fase flow) → ↑ Aldosterona, ↑ ADH, ↑ Cortisol, ↑ FC, Balanço N negativo.
No pós-operatório de uma cirurgia de grande porte, o corpo entra na fase "flow" da resposta metabólica ao trauma, caracterizada por um estado hipermetabólico e catabólico. Há ativação do sistema nervoso simpático e do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, resultando em aumento de hormônios como cortisol, aldosterona e ADH, visando manter a homeostase e a perfusão.
A resposta metabólica ao trauma é uma cascata complexa de eventos neuroendócrinos e inflamatórios que ocorre em resposta a lesões, cirurgias ou infecções graves. Compreender essa resposta é crucial para o manejo de pacientes cirúrgicos, especialmente no pós-operatório imediato, e é um tópico frequente em provas de residência. Essa resposta é classicamente dividida em duas fases: a fase "ebb" (inicial, de choque, com hipometabolismo) e a fase "flow" (posterior, de recuperação, com hipermetabolismo). No 2º dia de pós-operatório de uma cirurgia de grande porte como a duodenopancreatectomia, o paciente encontra-se na fase "flow". Esta fase é caracterizada por um estado catabólico e hipermetabólico, com aumento da demanda energética e mobilização de substratos. Hormonalmente, há uma elevação significativa de hormônios do estresse, como cortisol, catecolaminas, glucagon, aldosterona e hormônio antidiurético (ADH). O aumento de aldosterona e ADH visa a retenção de sódio e água, respectivamente, para manter o volume intravascular e a pressão arterial. O débito cardíaco geralmente aumenta para suprir as demandas metabólicas elevadas, e o balanço nitrogenado é negativo devido à proteólise muscular. O reconhecimento dessas alterações é vital para o suporte nutricional e hidroeletrolítico adequado do paciente cirúrgico.
A resposta metabólica ao trauma é dividida em fase "ebb" (inicial, de choque, com hipometabolismo e instabilidade) e fase "flow" (posterior, de recuperação, com hipermetabolismo e catabolismo, visando a reparação tecidual).
Na fase "flow", há aumento de hormônios do estresse como cortisol, catecolaminas (adrenalina, noradrenalina), glucagon, aldosterona e hormônio antidiurético (ADH), que atuam na manutenção da glicemia, volume e pressão arterial.
Balanço nitrogenado negativo indica que a excreção de nitrogênio (principalmente ureia) excede a ingestão, refletindo um estado catabólico onde há degradação de proteínas musculares para fornecer substrato energético para a recuperação.
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