UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021
Quanto às alterações que, muitas vezes, ocorrem logo após um politrauma grave, considere os itens a seguir.I. Hiperfagia.II. Hipermetabolismo.III. Febre.IV. Taquipneia. Assinale a alternativa correta.
Politrauma grave → Hipermetabolismo, febre, taquipneia (resposta inflamatória sistêmica).
Após um politrauma grave, o corpo entra em um estado de hipermetabolismo e resposta inflamatória sistêmica (SIRS), caracterizado por aumento do consumo de oxigênio, febre e taquipneia. A hiperfagia não é uma resposta inicial; pelo contrário, pode haver anorexia e catabolismo intenso.
O politrauma grave desencadeia uma complexa cascata de eventos fisiológicos e metabólicos, conhecida como resposta metabólica ao trauma ou Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS). Compreender essa resposta é crucial para o manejo adequado do paciente traumatizado, pois ela impacta diretamente a nutrição, a ventilação e a recuperação geral. A resposta ao trauma é caracterizada por uma fase de choque (ebb phase) seguida por uma fase de fluxo (flow phase). Na fase de fluxo, há um estado de hipermetabolismo, com aumento do gasto energético, catabolismo proteico e lipídico. A resposta inflamatória sistêmica leva a febre, taquicardia, taquipneia e leucocitose, que são sinais de alerta para a gravidade do quadro. A hiperfagia não é uma característica inicial; pelo contrário, há anorexia e um estado catabólico intenso. O reconhecimento desses sinais e a compreensão da fisiopatologia subjacente são fundamentais para o residente, permitindo a implementação de estratégias de suporte adequadas, como a nutrição enteral precoce e o manejo da febre e da taquipneia.
A resposta metabólica ao trauma inclui hipermetabolismo, catabolismo proteico e lipídico, resistência à insulina e alterações hormonais. O objetivo é mobilizar energia para a recuperação, mas pode levar à desnutrição se não houver suporte adequado.
Febre e taquipneia são manifestações da Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS), uma resposta do corpo ao estresse e à lesão tecidual. Essa resposta é mediada por citocinas inflamatórias e é uma tentativa de combater a lesão e iniciar a reparação.
Não, a hiperfagia não é esperada. Pacientes politraumatizados na fase aguda geralmente apresentam anorexia e um estado catabólico intenso, necessitando de suporte nutricional adequado para mitigar a perda de massa muscular e facilitar a recuperação.
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