Resposta Hormonal Pós-Operatória: Alterações da Insulina

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024

Enunciado

Em relação à resposta hormonal pós-operatória, é correto afirmar que a dosagem de:

Alternativas

  1. A) Insulina está reduzida em pós-operatório recente.
  2. B) Aldosterona está reduzida em pós-operatório recente.
  3. C) Hormônio do crescimento (GH) está reduzido em pós-operatório recente.
  4. D) Glucagon está reduzido em pós-operatório recente.

Pérola Clínica

REM T → ↑ Hormônios contra-insulínicos (Glucagon, GH, Cortisol) e ↓ Insulina.

Resumo-Chave

No pós-operatório imediato, ocorre uma fase catabólica com liberação de hormônios de estresse e supressão relativa da secreção de insulina, gerando hiperglicemia.

Contexto Educacional

A Resposta Metabólica ao Trauma (REM T) é um conjunto de alterações neuroendócrinas e imunológicas desencadeadas pela agressão cirúrgica. No período pós-operatório imediato, o organismo entra em um estado de conservação de energia e mobilização de substratos. A secreção de insulina é suprimida pela ação adrenérgica, enquanto hormônios como glucagon e cortisol elevam-se para promover a gliconeogênese e glicogenólise. Compreender essa dinâmica é essencial para o manejo metabólico do paciente cirúrgico, especialmente no que tange ao suporte nutricional e controle da glicemia capilar, visando minimizar as complicações do estresse oxidativo e inflamatório.

Perguntas Frequentes

Por que a insulina está reduzida no pós-operatório recente?

Durante a fase inicial da resposta metabólica ao trauma (fase de choque ou 'ebb phase'), o aumento do tônus simpático e a liberação de catecolaminas inibem diretamente as células beta pancreáticas, reduzindo a secreção de insulina. Além disso, o corpo prioriza a mobilização de substratos energéticos, resultando em um estado de resistência insulínica periférica para garantir o suprimento de glicose para tecidos não dependentes de insulina, como o cérebro e tecidos em cicatrização.

Quais hormônios aumentam na resposta ao trauma?

Os principais hormônios que aumentam são o cortisol, o glucagon, as catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), o hormônio do crescimento (GH) e a aldosterona (via sistema renina-angiotensina). Esse perfil hormonal caracteriza o estado catabólico necessário para a sobrevivência inicial após a agressão cirúrgica ou traumática.

Qual o impacto clínico da hiperglicemia pós-operatória?

A hiperglicemia resultante da queda da insulina e aumento dos hormônios contra-insulínicos está associada a um maior risco de infecções de sítio cirúrgico, deiscências de anastomoses e atraso na cicatrização. O controle glicêmico rigoroso é fundamental no manejo do paciente cirúrgico crítico para reduzir a morbimortalidade.

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