FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
No período pós-operatório de grandes cirurgias, três (03) hormônios atuam em conjunto produzindo substrato energético para o estado de hipermetabolismo às custas de processos como glicogenólise, gliconeogênese, lipólise e cetogênese. Esses hormônios são chamados de contrarreguladores ao induzirem um estado de hiperglicemia e a sua atuação conjunta é conhecida como sinergismo permissivo. Esses hormônios são:
Catecolaminas, cortisol e glucagon são os principais hormônios contrarreguladores que induzem hipermetabolismo e hiperglicemia pós-cirúrgica.
Após grandes cirurgias, o corpo entra em um estado de estresse, liberando hormônios contrarreguladores que aumentam a disponibilidade de substratos energéticos (glicose, ácidos graxos) para atender às demandas metabólicas elevadas, resultando em hiperglicemia e catabolismo.
A resposta metabólica ao trauma cirúrgico é uma cascata complexa de eventos neuroendócrinos e inflamatórios que visam manter a homeostase e fornecer energia para a recuperação. Grandes cirurgias induzem um estado de estresse que ativa o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e o sistema nervoso simpático. Nesse contexto, os hormônios contrarreguladores – catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), cortisol e glucagon – desempenham um papel central. Eles atuam em sinergismo permissivo, potencializando os efeitos uns dos outros para mobilizar substratos energéticos. As catecolaminas e o glucagon promovem glicogenólise e gliconeogênese, enquanto o cortisol amplifica esses efeitos e estimula a proteólise e lipólise. O resultado é um estado de hiperglicemia e catabolismo, onde o corpo prioriza a disponibilidade de glicose e ácidos graxos para os tecidos, mesmo à custa da degradação de proteínas musculares. Compreender essa resposta é crucial para o manejo nutricional e metabólico do paciente no pós-operatório, visando minimizar o catabolismo e otimizar a recuperação.
As catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) aumentam a frequência cardíaca, a pressão arterial, a glicogenólise hepática e muscular, a lipólise e a gliconeogênese, preparando o corpo para o "luta ou fuga".
O cortisol aumenta a gliconeogênese hepática, a proteólise muscular (fornecendo aminoácidos para gliconeogênese), a lipólise e tem efeitos anti-inflamatórios e imunossupressores.
O glucagon atua principalmente no fígado, estimulando a glicogenólise e a gliconeogênese, elevando os níveis de glicose sanguínea para suprir as necessidades energéticas aumentadas.
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