Resposta Metabólica ao Trauma: Fases e Características Essenciais

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2023

Enunciado

Vários estágios e deflagradores são descritos para a Resposta Metabólica ao Trauma, seja por infecções, traumas, cirurgias de urgência e eletivas. A primeira fase dessa resposta caracteriza-se por:

Alternativas

  1. A) Hipercatabolismo, hiperglicemia, hiperlactatemia e gliconeogênese
  2. B) Hipocatabolismo, hipoglicemia, hipolactatemia e gliconeogênese
  3. C) Hipercatabolismo, hipoglicemia, hiperlactatemia e glicogenólise
  4. D) Hipocatabolismo, hiperglicemia, hipolactatemia e glicogenólise

Pérola Clínica

Fase EBB da resposta metabólica ao trauma → hipercatabolismo, hiperglicemia, gliconeogênese, hiperlactatemia.

Resumo-Chave

A fase EBB (ou fase aguda) da resposta metabólica ao trauma é caracterizada por um estado de estresse metabólico intenso, com o corpo mobilizando rapidamente reservas energéticas para lidar com a lesão. Isso resulta em um aumento do catabolismo proteico e lipídico, elevação da glicemia e produção de lactato, principalmente via gliconeogênese, para fornecer substrato energético essencial.

Contexto Educacional

A resposta metabólica ao trauma é uma cascata complexa de eventos neuroendócrinos e inflamatórios desencadeada por lesões, infecções ou cirurgias. É um mecanismo de defesa vital, mas que, se desregulado, pode levar a complicações graves. Compreender suas fases é crucial para o manejo clínico e nutricional do paciente grave. A fase inicial, conhecida como fase EBB, é caracterizada por um choque circulatório e uma resposta neuroendócrina aguda, com liberação de catecolaminas, cortisol e glucagon. Isso leva a um estado de hipercatabolismo, hiperglicemia (devido à glicogenólise e gliconeogênese), hiperlactatemia e resistência à insulina, visando a rápida disponibilização de energia. O manejo dessa fase envolve estabilização hemodinâmica e controle da fonte do trauma. A compreensão desses processos permite otimizar o suporte nutricional e metabólico, minimizando o catabolismo excessivo e prevenindo complicações como a desnutrição e disfunção orgânica, sendo um pilar na terapia intensiva e cirúrgica.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais fases da resposta metabólica ao trauma?

A resposta metabólica ao trauma é dividida em duas fases principais: a fase EBB (inicial, de choque) e a fase FLOW (subdividida em catabólica e anabólica). A fase EBB é caracterizada por hipometabolismo e hipodinâmica, enquanto a fase FLOW é hipermetabólica.

Por que ocorre hiperglicemia na fase inicial do trauma?

A hiperglicemia na fase EBB do trauma é resultado da liberação de hormônios contrarreguladores (catecolaminas, cortisol, glucagon) que promovem glicogenólise e gliconeogênese hepática, além de resistência periférica à insulina. Isso visa fornecer glicose rapidamente para os tecidos vitais.

Qual a importância da gliconeogênese na resposta metabólica ao trauma?

A gliconeogênese é crucial na resposta ao trauma, pois garante o fornecimento contínuo de glicose para tecidos glicose-dependentes (como cérebro e células inflamatórias) em um cenário de depleção de glicogênio e aumento da demanda energética, utilizando substratos como lactato, aminoácidos e glicerol.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo