UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Quanto a fase inicial de resposta metabólica ao trauma marque a correta:
Fase Ebb do trauma = ↓ metabolismo, ↓ temperatura, ↓ débito cardíaco, ↓ perfusão tecidual.
A fase inicial da resposta metabólica ao trauma, conhecida como fase Ebb, é caracterizada por uma tentativa do organismo de preservar energia e manter a homeostase. Isso se manifesta por hipometabolismo, hipotermia, diminuição do débito cardíaco e redução da perfusão tecidual.
A resposta metabólica ao trauma é um processo complexo e bifásico que visa a sobrevivência do organismo frente a uma lesão. A fase inicial, conhecida como fase Ebb, ocorre nas primeiras horas após o trauma e é caracterizada por um estado de choque e conservação de energia. Esta fase é crucial para a estabilização hemodinâmica e a prevenção de danos maiores. Durante a fase Ebb, o corpo entra em um estado de hipometabolismo, com diminuição do consumo de oxigênio e da produção de calor, resultando em hipotermia. Há uma redução do débito cardíaco e da perfusão tecidual, mediada por uma intensa vasoconstrição periférica, que visa centralizar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. Hormônios como catecolaminas e cortisol são liberados, mas o objetivo principal é a manutenção da homeostase e a preparação para a fase de reparo. A compreensão da fase Ebb é fundamental para o manejo inicial do paciente traumatizado, pois direciona condutas como o controle da hipotermia e a ressuscitação volêmica cautelosa. Após a fase Ebb, segue-se a fase Flow, caracterizada por hipermetabolismo e catabolismo, que pode durar dias ou semanas, dependendo da gravidade do trauma.
A fase Ebb é caracterizada por hipometabolismo, hipotermia, diminuição do débito cardíaco e redução da perfusão tecidual. É uma fase de choque e conservação de energia, mediada por vasoconstrição periférica para centralizar o fluxo sanguíneo.
A fase Ebb é a fase inicial, de hipometabolismo e conservação. A fase Flow é a fase subsequente, caracterizada por hipermetabolismo, catabolismo e uma resposta inflamatória sistêmica, visando o reparo tecidual e a cicatrização.
Reconhecer a fase Ebb é fundamental para o manejo inicial do paciente traumatizado, pois direciona condutas como o controle da hipotermia, a ressuscitação volêmica cautelosa e a monitorização da perfusão, visando a estabilização hemodinâmica.
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