UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2022
Com relação à resposta metabólica à inanição no paciente cirúrgico, é correto afirmar-se que:
Na inanição, ácidos graxos e corpos cetônicos são fontes de energia para tecidos não glicolíticos, incluindo coração e rins.
Durante a inanição, o corpo adapta-se para preservar a glicose para tecidos glicolíticos obrigatórios. Ácidos graxos livres e corpos cetônicos tornam-se as principais fontes de energia para a maioria dos tecidos, incluindo o coração e os rins, que são grandes consumidores de energia.
A resposta metabólica à inanição é um processo complexo de adaptação do organismo para preservar as reservas de glicose e manter a homeostase energética, especialmente relevante em pacientes cirúrgicos que podem enfrentar períodos de jejum prolongado ou estresse catabólico. Inicialmente, há consumo das reservas de glicogênio, seguido pela gliconeogênese a partir de aminoácidos e glicerol. Com a progressão da inanição, o corpo intensifica a mobilização de ácidos graxos livres do tecido adiposo, que são oxidados para gerar energia na maioria dos tecidos. O fígado converte parte desses ácidos graxos em corpos cetônicos (acetoacetato, beta-hidroxibutirato), que se tornam uma fonte de energia crucial para tecidos como o cérebro (após um período de adaptação), músculo esquelético, e, notavelmente, o coração e os rins. A afirmação de que ácidos graxos livres e corpos cetônicos são utilizados por tecidos não glicolíticos, "exceto o coração e os rins", é incorreta. O coração e os rins são órgãos com alta demanda energética e são capazes de utilizar eficientemente tanto ácidos graxos quanto corpos cetônicos como substratos energéticos, especialmente em estados de inanição ou jejum prolongado, poupando a glicose para os tecidos estritamente glicolíticos.
Durante a inanição, o corpo prioriza a preservação da glicose, utilizando ácidos graxos livres e corpos cetônicos como principais fontes de energia para a maioria dos tecidos, e aumenta a gliconeogênese.
Muitos tecidos não glicolíticos, incluindo o cérebro (após adaptação), músculo esquelético, coração e rins, podem utilizar corpos cetônicos como fonte de energia durante a inanição prolongada.
O rim se torna um importante produtor de glicose na fase tardia da inanição, podendo ser responsável por uma parcela significativa da gliconeogênese total, complementando a produção hepática.
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