Resposta Inflamatória ao Trauma: Fases e Características

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025

Enunciado

Qual A resposta inflamatória ao trauma (RIT) é fator decisivo para a sobrevivência em situações de estresse metabólico, é dividida em duas fases, o objetivo principal desta fase é a perfusão do órgão nobre. Dentre as características abaixo todas são da primeira fase, assinale aquela que não condiz com a primeira fase da RIT?

Alternativas

  1. A) Aumento da resistência vascular periférica.
  2. B) Aumento dos níveis de catecolaminas.
  3. C) Aumento da produção de glicose.
  4. D) Produção aumentado de lactato.
  5. E) Fase de refluxo hipodinâmico (choque), em que o corpo humano tenta limitar a perda de sangue e manter a perfusão para os órgãos vitais.

Pérola Clínica

RIT Fase Ebb (choque hipodinâmico): ↑ Catecolaminas, ↑ Glicose, ↑ Lactato, ↑ RVP para perfusão vital.

Resumo-Chave

A primeira fase da Resposta Inflamatória ao Trauma (fase Ebb ou choque hipodinâmico) é caracterizada por uma resposta neuroendócrina intensa, com aumento de catecolaminas, glicose e lactato, e vasoconstrição periférica que eleva a resistência vascular periférica (RVP), visando manter a perfusão de órgãos nobres. A alternativa A, 'Aumento da resistência vascular periférica', *condiz* com esta fase, o que sugere um possível erro no gabarito da questão.

Contexto Educacional

A Resposta Inflamatória ao Trauma (RIT) é uma complexa cascata de eventos neuroendócrinos e imunológicos que visa restaurar a homeostase após uma lesão. Ela é classicamente dividida em duas fases: a fase Ebb (ou choque hipodinâmico) e a fase Flow (ou hipermetabolismo). A compreensão dessas fases é fundamental para o manejo adequado do paciente traumatizado. A fase Ebb, que ocorre nas primeiras horas a dias após o trauma, é uma resposta de 'luta ou fuga'. É caracterizada por hipoperfusão, redução do débito cardíaco, aumento da resistência vascular periférica (devido à vasoconstrição para centralizar o fluxo), e liberação de hormônios do estresse como catecolaminas, cortisol e glucagon. Há também um aumento da gliconeogênese e glicogenólise, elevando os níveis de glicose, e a hipóxia tecidual leva ao aumento da produção de lactato. O manejo durante a fase Ebb foca na estabilização hemodinâmica, restauração da perfusão tecidual e controle da hemorragia. A fase Flow, que se segue, é uma fase hipermetabólica e hiperdinâmica, com aumento do débito cardíaco, consumo de oxigênio e catabolismo proteico, visando a reparação tecidual e recuperação.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características da primeira fase (fase Ebb) da RIT?

A fase Ebb é caracterizada por choque hipodinâmico, aumento de catecolaminas, glicocorticoides, glucagon, glicose e lactato, além de vasoconstrição periférica e aumento da resistência vascular periférica para centralizar o fluxo.

Qual o objetivo principal da fase Ebb na resposta ao trauma?

O objetivo principal da fase Ebb é manter a perfusão dos órgãos vitais (coração e cérebro) através da centralização do fluxo sanguíneo e redução do metabolismo periférico, garantindo a sobrevivência imediata.

Como a produção de lactato se relaciona com a fase Ebb da RIT?

A produção aumentada de lactato na fase Ebb reflete a hipoperfusão tecidual e o metabolismo anaeróbico, sendo um importante marcador de gravidade e choque. Níveis elevados indicam oxigenação inadequada.

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