CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021
A resposta inflamatória ao trauma (RIT) é fator decisivo para a sobrevivência em situações de estresse metabólico, é dividida em duas fases, o objetivo principal desta fase é a perfusão dos órgão nobre. Dentre as características abaixo todas são da primeira fase, assinale aquela que não condiz com a primeira fase da RIT
Fase EBB (primeira fase RIT) → hipometabolismo, vasoconstrição, ↓ temperatura, ↑ catecolaminas, ↑ lactato, ↓ perfusão tecidual.
A primeira fase da Resposta Inflamatória ao Trauma (fase EBB) é caracterizada por um estado de choque, com hipometabolismo, vasoconstrição periférica, diminuição da temperatura corporal e aumento de catecolaminas e lactato, visando centralizar o fluxo sanguíneo para órgãos vitais. O aumento da produção de glicose (gliconeogênese) é mais proeminente na fase FLOW.
A Resposta Inflamatória ao Trauma (RIT) é um complexo conjunto de alterações fisiológicas, metabólicas e imunológicas que ocorrem após uma lesão, visando a sobrevivência e a reparação tecidual. Ela é classicamente dividida em duas fases distintas: a fase EBB e a fase FLOW, cada uma com características e objetivos específicos. A fase EBB, ou fase de choque, é a resposta inicial e imediata ao trauma, durando de horas a alguns dias. Seu principal objetivo é a manutenção da perfusão dos órgãos nobres. É caracterizada por um estado de hipometabolismo, com diminuição do débito cardíaco, hipotensão, hipotermia e aumento da resistência vascular periférica. Há uma liberação maciça de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), que promovem vasoconstrição periférica e centralização do fluxo sanguíneo. A produção de lactato também aumenta devido à hipoperfusão tecidual e metabolismo anaeróbico. A fase FLOW, que se segue à fase EBB, é um período de hipermetabolismo e catabolismo, podendo durar semanas. É caracterizada por aumento do débito cardíaco, hipertermia, taquicardia e aumento do consumo de oxigênio. Nesta fase, há um aumento significativo da produção de glicose (gliconeogênese e glicogenólise), lipólise e proteólise, visando fornecer substratos energéticos para a cicatrização, resposta imune e manutenção da homeostase. O reconhecimento dessas fases é crucial para o manejo adequado do paciente traumatizado, especialmente no que tange à ressuscitação e suporte nutricional.
A resposta inflamatória ao trauma é classicamente dividida em duas fases: a fase EBB (ou fase de choque), que ocorre imediatamente após o trauma, e a fase FLOW (ou fase de hipermetabolismo), que se segue à fase EBB e pode durar dias ou semanas.
A fase EBB é caracterizada por hipometabolismo, diminuição do débito cardíaco, hipotermia, aumento da resistência vascular periférica, aumento dos níveis de catecolaminas e produção de lactato. Seu objetivo é preservar a perfusão dos órgãos vitais.
O aumento da produção de glicose (gliconeogênese e glicogenólise) é uma característica proeminente da fase FLOW da RIT, onde o corpo entra em um estado hipermetabólico para fornecer substratos energéticos para a cicatrização e resposta imune, impulsionado por hormônios contrarreguladores como cortisol e glucagon.
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