AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Em relação à resposta hormonal ao estresse cirúrgico, é INCORRETO afirmar que:
Estresse cirúrgico → ↑ Cortisol, ↑ Aldosterona, ↑ Glucagon, ↓ Insulina (resistência).
O estresse cirúrgico desencadeia uma resposta neuroendócrina complexa, visando mobilizar energia e manter a homeostase. Hormônios catabólicos como cortisol, glucagon e catecolaminas aumentam, enquanto a insulina, um hormônio anabólico, tem sua secreção diminuída e sua ação periférica reduzida (resistência à insulina), resultando em hiperglicemia.
A resposta hormonal e metabólica ao estresse cirúrgico é um mecanismo fisiológico complexo e adaptativo, essencial para a sobrevivência do organismo diante de uma agressão. Este processo envolve a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e do sistema nervoso simpático, resultando na liberação de diversos hormônios. O objetivo principal é mobilizar substratos energéticos e manter a homeostase cardiovascular e metabólica. Hormônios como o cortisol, glucagon, catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) e hormônio do crescimento têm seus níveis aumentados. O cortisol e o glucagon promovem glicogenólise e gliconeogênese, elevando a glicemia. As catecolaminas aumentam a frequência cardíaca, a pressão arterial e também contribuem para a hiperglicemia. A aldosterona, por sua vez, atua na retenção de sódio e água, auxiliando na manutenção do volume circulante. Em contraste, a secreção de insulina é relativamente diminuída e há um desenvolvimento de resistência à insulina nos tecidos periféricos, o que agrava a hiperglicemia pós-operatória. Compreender essa resposta é fundamental para o manejo perioperatório, pois a magnitude e duração do estresse cirúrgico podem influenciar o prognóstico do paciente. O controle da hiperglicemia, a reposição volêmica adequada e a minimização da resposta inflamatória são estratégias importantes para otimizar a recuperação e prevenir complicações, especialmente em pacientes com comorbidades.
Os principais hormônios incluem cortisol, catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), glucagon, hormônio do crescimento e aldosterona, que geralmente têm seus níveis aumentados.
A hiperglicemia é resultado do aumento de hormônios contrarreguladores (cortisol, glucagon, catecolaminas) que promovem glicogenólise e gliconeogênese, e da resistência periférica à insulina, diminuindo a captação de glicose pelos tecidos.
A aldosterona, liberada em resposta à ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, atua na retenção de sódio e água, contribuindo para a manutenção do volume intravascular e da pressão arterial durante o estresse.
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