Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020
São respostas hormonais normalmente encontradas no estresse cirúrgico, EXCETO:
Estresse cirúrgico → ↑ Cortisol, ↑ Glucagon, ↓ Insulina, ↑ Catecolaminas, ↑ ADH, ↑ GH.
O estresse cirúrgico desencadeia uma resposta neuroendócrina complexa, caracterizada por um estado catabólico. Isso inclui aumento da secreção de cortisol, glucagon, catecolaminas e hormônio do crescimento, e uma redução na secreção de insulina.
A resposta ao estresse cirúrgico é uma cascata fisiológica complexa que visa manter a homeostase e promover a recuperação após uma lesão tecidual. Essa resposta é mediada por vias neurais e hormonais, envolvendo o sistema nervoso simpático e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. É um tema crucial para residentes, pois o manejo adequado dessa resposta pode influenciar significativamente o prognóstico pós-operatório. Hormonalmente, o estresse cirúrgico leva a um aumento na secreção de hormônios catabólicos e anti-insulínicos. A hipófise aumenta a liberação de corticotropina (ACTH), que estimula as glândulas adrenais a secretar cortisol. O cortisol, por sua vez, eleva a glicemia, promove a proteólise e a lipólise. Há também um aumento na secreção de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), glucagon, hormônio do crescimento (GH) e hormônio antidiurético (ADH). Em contraste, a secreção de insulina pelo pâncreas é reduzida, e há uma resistência periférica à insulina, contribuindo para a hiperglicemia pós-operatória. Compreender essas alterações é vital para o manejo perioperatório, incluindo o controle glicêmico, a reposição volêmica e a modulação da resposta inflamatória. A alternativa A está incorreta porque o cortisol, um hormônio fundamental na resposta ao estresse, tem sua secreção aumentada, não diminuída, pelas glândulas adrenais. As demais alternativas descrevem respostas hormonais esperadas.
O cortisol é um hormônio glicocorticoide que aumenta a gliconeogênese, a proteólise e a lipólise, fornecendo substratos energéticos e modulando a resposta inflamatória ao estresse cirúrgico.
A redução da insulina e o aumento do glucagon, juntamente com outras catecolaminas, promovem um estado de hiperglicemia e catabolismo para garantir o fornecimento de energia para a recuperação e reparo tecidual.
As consequências incluem hiperglicemia, balanço nitrogenado negativo (perda de massa muscular), retenção hídrica e sódica, e alterações na função imune, que podem impactar a recuperação pós-operatória.
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