Resposta Hormonal ao Estresse Cirúrgico: O que Acontece?

Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020

Enunciado

São respostas hormonais normalmente encontradas no estresse cirúrgico, EXCETO:

Alternativas

  1. A) diminuição na secreção de cortisol pelas glândulas adrenais.
  2. B) redução na secreção de insulina pelo pâncreas.
  3. C) aumento na secreção de glucagon pelo pâncreas.
  4. D) aumento na secreção de corticotropina pela hipófise.

Pérola Clínica

Estresse cirúrgico → ↑ Cortisol, ↑ Glucagon, ↓ Insulina, ↑ Catecolaminas, ↑ ADH, ↑ GH.

Resumo-Chave

O estresse cirúrgico desencadeia uma resposta neuroendócrina complexa, caracterizada por um estado catabólico. Isso inclui aumento da secreção de cortisol, glucagon, catecolaminas e hormônio do crescimento, e uma redução na secreção de insulina.

Contexto Educacional

A resposta ao estresse cirúrgico é uma cascata fisiológica complexa que visa manter a homeostase e promover a recuperação após uma lesão tecidual. Essa resposta é mediada por vias neurais e hormonais, envolvendo o sistema nervoso simpático e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. É um tema crucial para residentes, pois o manejo adequado dessa resposta pode influenciar significativamente o prognóstico pós-operatório. Hormonalmente, o estresse cirúrgico leva a um aumento na secreção de hormônios catabólicos e anti-insulínicos. A hipófise aumenta a liberação de corticotropina (ACTH), que estimula as glândulas adrenais a secretar cortisol. O cortisol, por sua vez, eleva a glicemia, promove a proteólise e a lipólise. Há também um aumento na secreção de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), glucagon, hormônio do crescimento (GH) e hormônio antidiurético (ADH). Em contraste, a secreção de insulina pelo pâncreas é reduzida, e há uma resistência periférica à insulina, contribuindo para a hiperglicemia pós-operatória. Compreender essas alterações é vital para o manejo perioperatório, incluindo o controle glicêmico, a reposição volêmica e a modulação da resposta inflamatória. A alternativa A está incorreta porque o cortisol, um hormônio fundamental na resposta ao estresse, tem sua secreção aumentada, não diminuída, pelas glândulas adrenais. As demais alternativas descrevem respostas hormonais esperadas.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do cortisol na resposta ao estresse cirúrgico?

O cortisol é um hormônio glicocorticoide que aumenta a gliconeogênese, a proteólise e a lipólise, fornecendo substratos energéticos e modulando a resposta inflamatória ao estresse cirúrgico.

Por que a insulina diminui e o glucagon aumenta no estresse cirúrgico?

A redução da insulina e o aumento do glucagon, juntamente com outras catecolaminas, promovem um estado de hiperglicemia e catabolismo para garantir o fornecimento de energia para a recuperação e reparo tecidual.

Quais são as consequências clínicas da resposta ao estresse cirúrgico?

As consequências incluem hiperglicemia, balanço nitrogenado negativo (perda de massa muscular), retenção hídrica e sódica, e alterações na função imune, que podem impactar a recuperação pós-operatória.

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