Choque Hipovolêmico: Resposta Endócrina e Manejo

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025

Enunciado

Paciente vítima de ferimento por arma de fogo no abdome há cerca de uma hora, dá entrada no hospital consciente, hipocorado, hipotenso (PA = 80/60 mmHg), pulso fino e taquicárdico, extremidades frias e sudoreico. Considerando a resposta clínica e endócrino-metabólica aguda ao trauma esperada nesta fase da sua evolução, todos os achados abaixo são verdadeiros, EXCETO?

Alternativas

  1. A) Elevação dos níveis séricos de catecolaminas
  2. B) Tendência à hipotermia
  3. C) Elevação dos níveis séricos de vasopressina
  4. D) Aumento do volume urinário

Pérola Clínica

Choque hipovolêmico → Catecolaminas ↑, Vasopressina ↑, Volume urinário ↓.

Resumo-Chave

No choque hipovolêmico por trauma, o corpo ativa mecanismos compensatórios para manter a perfusão. Isso inclui a liberação de catecolaminas e vasopressina, que causam vasoconstrição e retenção hídrica, resultando em diminuição do volume urinário, e não aumento.

Contexto Educacional

A resposta endócrino-metabólica ao trauma é um processo complexo e vital para a sobrevivência do paciente, sendo um tema de grande importância na medicina de emergência e cirurgia. Compreender as alterações fisiológicas que ocorrem no choque hipovolêmico é fundamental para o diagnóstico precoce e o manejo adequado, impactando diretamente o prognóstico do paciente traumatizado. No contexto de um ferimento por arma de fogo e choque hipovolêmico, o corpo desencadeia uma cascata de eventos neuro-humorais. Há uma intensa ativação do sistema nervoso simpático, resultando em liberação de catecolaminas, que causam vasoconstrição periférica e taquicardia. Simultaneamente, a hipovolemia estimula a liberação de vasopressina (ADH) e a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona, promovendo a retenção de água e sódio para tentar restaurar o volume circulante. A hipotermia também pode ser uma resposta fisiológica ao choque grave. Esses mecanismos compensatórios têm como objetivo central manter a perfusão dos órgãos vitais. Consequentemente, o fluxo sanguíneo para os rins é reduzido, e a reabsorção de água é maximizada, levando a uma diminuição acentuada do volume urinário (oligúria ou anúria). Portanto, o aumento do volume urinário é um achado inconsistente com a fase aguda do choque hipovolêmico e indica uma falha na compreensão da fisiopatologia da resposta ao trauma.

Perguntas Frequentes

Quais hormônios são elevados na resposta aguda ao trauma e choque hipovolêmico?

Na resposta aguda ao trauma e choque hipovolêmico, há uma elevação significativa dos níveis séricos de catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), vasopressina (ADH), cortisol e aldosterona. Esses hormônios atuam em conjunto para manter a pressão arterial e o volume circulante efetivo.

Por que o volume urinário diminui no choque hipovolêmico?

O volume urinário diminui no choque hipovolêmico devido à ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e à liberação de vasopressina (ADH). Esses mecanismos promovem a vasoconstrição renal e a reabsorção de água e sódio nos túbulos renais, visando preservar o volume intravascular e a perfusão de órgãos vitais.

Quais são os sinais clínicos de choque hipovolêmico em um paciente traumatizado?

Os sinais clínicos de choque hipovolêmico incluem hipotensão, taquicardia, pulsos finos e rápidos, pele fria e pegajosa, tempo de enchimento capilar prolongado, alteração do estado mental e oligúria ou anúria. A hipocromia e sudorese também são achados comuns.

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