Resposta Endócrino-Metabólica ao Trauma Cirúrgico: TSH

UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020

Enunciado

A resposta endócrino-metabólica ao trauma cirúrgico envolve os seguintes processos, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Aumento da glicogenólise hepática e redução da gliconeogênese.
  2. B) Estímulo de produção de aldosterona, secundário ao sequestro hídrico causado pelo edema traumático.
  3. C) Elevação do hormônio antidiurético até o 4° ou 5° dia pós-operatório.
  4. D) Elevação do cortisol, promovendo estímulo a síntese proteica.
  5. E) Elevação do GH, ACTH e do TSH.

Pérola Clínica

Trauma cirúrgico: TSH geralmente ↓ ou normal, não ↑, ao contrário de GH e ACTH.

Resumo-Chave

A resposta endócrino-metabólica ao trauma cirúrgico é complexa e visa mobilizar energia para reparo. Embora GH e ACTH se elevem, o TSH tipicamente diminui ou permanece estável devido à síndrome do eutireoidiano doente, tornando sua elevação uma exceção.

Contexto Educacional

A resposta endócrino-metabólica ao trauma cirúrgico é um conjunto complexo de alterações hormonais e metabólicas que visam a manutenção da homeostase e a mobilização de recursos para o reparo tecidual. Essa resposta é mediada principalmente pelo sistema nervoso simpático e pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, resultando na liberação de catecolaminas, cortisol, glucagon, hormônio antidiurético (ADH) e aldosterona. As principais características dessa resposta incluem hiperglicemia (devido ao aumento da glicogenólise e gliconeogênese hepática e resistência à insulina), catabolismo proteico (para fornecer aminoácidos para gliconeogênese e reparo), lipólise e retenção de sódio e água. O cortisol e o ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) elevam-se significativamente. O GH (hormônio do crescimento) também pode se elevar, embora seu papel seja complexo no estado catabólico. No entanto, o TSH (hormônio estimulante da tireoide) geralmente não se eleva; na verdade, é comum observar uma diminuição ou manutenção de níveis normais de TSH em estados de estresse agudo, um fenômeno conhecido como "síndrome do eutireoidiano doente". Portanto, a elevação do TSH é a exceção na lista de hormônios que se alteram na resposta endócrino-metabólica ao trauma cirúrgico, tornando-a a alternativa incorreta na questão. Compreender essas nuances é crucial para residentes, tanto para a prática clínica quanto para exames.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais hormônios envolvidos na resposta ao trauma?

Os principais hormônios incluem catecolaminas (adrenalina, noradrenalina), cortisol, hormônio antidiurético (ADH), aldosterona, glucagon e hormônio do crescimento (GH), que atuam na mobilização de energia e manutenção da homeostase.

Como o cortisol e a glicose são afetados pelo trauma?

O cortisol eleva-se significativamente, promovendo glicogenólise e gliconeogênese hepática, resultando em hiperglicemia. Ele também induz catabolismo proteico e lipólise para fornecer substratos energéticos.

Por que o TSH não se eleva na resposta ao trauma?

Na síndrome do eutireoidiano doente, comum em estados de estresse agudo como o trauma, há uma alteração na conversão periférica de T4 para T3 e uma supressão da secreção de TSH, resultando em níveis normais ou diminuídos de TSH, e não em elevação.

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