REMIT: Alterações Hormonais na Fase Aguda do Trauma

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024

Enunciado

A Resposta Endócrino, Metabólica e Imunológica ao Trauma (REMIT) refere-se ao conjunto de reações desenvolvidas pelo organismo para tentar manter a homeostasia em circunstâncias relacionadas, como traumas de etiologias diversas, e desencadeadas por vários componentes, tais como perda sanguínea, lesão tecidual, ansiedade e dor. Considerando tal contexto, assinale a alternativa que apresente uma alteração esperada na fase aguda da REMIT.

Alternativas

  1. A) aumento do sódio urinário
  2. B) redução da aldosterona
  3. C) aumento da secreção de GH (growth hormone)
  4. D) aumento da secreção de insulina

Pérola Clínica

Fase aguda da REMIT → ↑ GH, ↑ cortisol, ↑ catecolaminas, ↑ aldosterona, ↓ insulina (resistência).

Resumo-Chave

Na fase aguda da REMIT, há uma cascata de respostas hormonais e metabólicas para mobilizar energia e manter a homeostase. O GH aumenta para promover a lipólise e a gliconeogênese, enquanto a insulina diminui sua eficácia (resistência) para priorizar a glicose para órgãos vitais.

Contexto Educacional

A Resposta Endócrino, Metabólica e Imunológica ao Trauma (REMIT) é uma complexa cascata de eventos fisiológicos que ocorre após uma lesão, infecção ou estresse grave. Seu objetivo é restaurar a homeostase e garantir a sobrevivência, mobilizando recursos energéticos e ativando mecanismos de defesa. Essa resposta é mediada por alterações neuroendócrinas e imunológicas, com liberação de citocinas e hormônios. A fisiopatologia da REMIT envolve a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, do sistema nervoso simpático e do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Na fase aguda, há um aumento de hormônios catabólicos como cortisol, catecolaminas, glucagon e GH, que promovem glicogenólise, gliconeogênese e lipólise para fornecer energia. A resistência à insulina também é uma característica marcante, direcionando a glicose para órgãos vitais. O manejo da REMIT é crucial na terapia intensiva e no pós-operatório de grandes cirurgias. Compreender essas alterações permite otimizar o suporte nutricional, controlar a hiperglicemia e modular a resposta inflamatória. O prognóstico está diretamente relacionado à capacidade do organismo de modular essa resposta, evitando tanto uma resposta insuficiente quanto uma resposta exacerbada e prolongada, que pode levar à disfunção de múltiplos órgãos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais hormônios envolvidos na fase aguda da REMIT?

Os principais hormônios são catecolaminas (adrenalina, noradrenalina), cortisol, glucagon, hormônio do crescimento (GH) e aldosterona. A insulina tem sua ação diminuída devido à resistência periférica.

Por que ocorre aumento do GH na fase aguda do trauma?

O aumento do GH na fase aguda do trauma é uma resposta adaptativa que visa mobilizar substratos energéticos, como ácidos graxos livres (lipólise) e glicose (gliconeogênese), para suprir as demandas metabólicas elevadas do organismo em estresse.

Como a insulina se comporta na REMIT e quais as consequências?

Na REMIT, ocorre resistência periférica à insulina, levando a uma relativa deficiência de sua ação. Isso resulta em hiperglicemia, que, embora inicialmente adaptativa, pode levar a complicações se prolongada, como disfunção imunológica e cicatrização prejudicada.

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