HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
A resposta endócrina ao trauma envolve alterações nos níveis hormonais, com objetivo de preservar a homeostase. Qual dos seguintes hormônios é mais amplamente liberado em resposta ao trauma?
Trauma agudo → Liberação massiva de Adrenalina (catecolamina) para resposta "luta ou fuga" e manutenção da homeostase.
Em resposta ao trauma, o sistema nervoso simpático é ativado, levando à liberação rápida e ampla de catecolaminas, principalmente adrenalina, pelas glândulas adrenais. Este hormônio é crucial para a resposta de "luta ou fuga", aumentando a frequência cardíaca, pressão arterial e glicemia, preparando o corpo para o estresse.
A resposta endócrina ao trauma é um complexo mecanismo fisiológico que visa preservar a homeostase e garantir a sobrevivência do organismo diante de uma lesão. Essa resposta é mediada por uma cascata de eventos neuroendócrinos que resultam na liberação de diversos hormônios, cada um com um papel específico na adaptação metabólica e cardiovascular. Compreender essa resposta é fundamental para o manejo de pacientes traumatizados e críticos, permitindo intervenções que otimizem a recuperação. Entre os hormônios liberados, a adrenalina (epinefrina), uma catecolamina, destaca-se pela sua liberação rápida e ampla. Produzida pela medula adrenal em resposta à ativação do sistema nervoso simpático, a adrenalina é o principal mediador da resposta de "luta ou fuga". Seus efeitos incluem aumento da frequência cardíaca, da contratilidade miocárdica, da pressão arterial, broncodilatação e mobilização de glicose e ácidos graxos, preparando o corpo para o aumento da demanda energética. Outros hormônios como cortisol, glucagon e hormônio do crescimento também são elevados, enquanto a insulina é suprimida. Para residentes, o conhecimento da resposta endócrina ao trauma é essencial para entender as alterações metabólicas e hemodinâmicas observadas em pacientes críticos. Isso auxilia na interpretação de exames laboratoriais, na escolha de fluidos e vasopressores, e no manejo da hiperglicemia de estresse, otimizando o suporte ao paciente e minimizando as complicações associadas ao trauma e à sepse.
Os principais hormônios incluem catecolaminas (adrenalina, noradrenalina), cortisol, glucagon, hormônio do crescimento e ADH. A insulina, por outro lado, tem sua secreção diminuída.
A adrenalina atua em receptores alfa e beta-adrenérgicos, promovendo vasoconstrição periférica, broncodilatação, aumento da frequência cardíaca e contratilidade miocárdica, e mobilização de reservas energéticas (glicogenólise e gliconeogênese).
A liberação de insulina é diminuída para favorecer a mobilização de glicose e ácidos graxos, garantindo substrato energético para os tecidos vitais em um estado de estresse metabólico, característico da resposta ao trauma.
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