Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2022
Encontra-se elevado no período pós-operatório de cirurgias de grande porte:
Cirurgia de grande porte → ↑ Corticotropina (ACTH) e Cortisol como resposta ao estresse.
No pós-operatório de cirurgias de grande porte, o corpo entra em um estado de estresse, ativando o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Isso leva à liberação de corticotropina (ACTH) pela hipófise, que por sua vez estimula as glândulas adrenais a produzir cortisol, um hormônio catabólico essencial na resposta ao trauma.
A resposta endócrina ao estresse cirúrgico é um mecanismo fisiológico complexo e vital para a sobrevivência do paciente submetido a cirurgias de grande porte. Caracteriza-se pela ativação de diversos eixos hormonais, sendo o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal um dos mais proeminentes. A compreensão dessa resposta é fundamental para o manejo perioperatório e para a prevenção de complicações. A ativação do eixo HHA resulta na liberação de corticotropina (ACTH) pela hipófise anterior, que por sua vez estimula o córtex adrenal a secretar cortisol. O cortisol é um glicocorticoide com múltiplas funções, incluindo a mobilização de substratos energéticos (glicose, ácidos graxos, aminoácidos), a manutenção da pressão arterial e a modulação da resposta inflamatória. Outros hormônios como catecolaminas, glucagon e hormônio do crescimento também contribuem para o estado catabólico e hipermetabólico. O conhecimento desses mecanismos permite aos residentes e estudantes de medicina antecipar as alterações metabólicas e hemodinâmicas no pós-operatório, como hiperglicemia e balanço nitrogenado negativo. O manejo adequado inclui o controle da dor, a otimização nutricional e, em casos específicos, a modulação farmacológica da resposta ao estresse para melhorar os desfechos clínicos.
No pós-operatório de cirurgias de grande porte, hormônios como corticotropina (ACTH), cortisol, catecolaminas e glucagon são elevados como parte da resposta ao estresse.
O ACTH, liberado pela hipófise, estimula o córtex adrenal a produzir cortisol, que é crucial para a mobilização de energia, manutenção da pressão arterial e modulação da resposta inflamatória durante o estresse cirúrgico.
A insulina tende a diminuir ou ter sua ação inibida no pós-operatório imediato devido à resistência à insulina induzida pelo estresse e à elevação de hormônios contrarreguladores, favorecendo a gliconeogênese e glicogenólise.
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