IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Das alterações endócrinas seguintes, qual não é compatível com o pós-operatório de uma cirurgia de grande porte?
Pós-operatório cirurgia grande porte: ↑ Cortisol, ↑ ADH, ↓ Esteroides gonadais, ↓ Insulina (ou resistência) → Hiperglicemia.
A cirurgia de grande porte é um estressor significativo que desencadeia uma complexa resposta neuroendócrina. Essa resposta inclui a elevação de hormônios catabólicos como cortisol e catecolaminas, aumento do hormônio antidiurético (ADH) e uma diminuição da secreção de insulina ou aumento da resistência à insulina, resultando em hiperglicemia.
A cirurgia de grande porte é um evento estressor significativo que desencadeia uma complexa e coordenada resposta neuroendócrina, visando a manutenção da homeostase e a mobilização de recursos para a recuperação. Compreender essa resposta é crucial para o manejo perioperatório e para a prevenção de complicações, sendo um tópico fundamental em cirurgia e terapia intensiva. Essa resposta envolve a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e do sistema nervoso simpático. Hormônios como o cortisol, as catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) e o glucagon têm seus níveis séricos elevados, promovendo um estado catabólico com glicogenólise, gliconeogênese e lipólise para fornecer substratos energéticos. O hormônio antidiurético (ADH) também aumenta, levando à retenção hídrica. Em contraste, a secreção de insulina é frequentemente diminuída ou há um aumento da resistência periférica à insulina, contribuindo para a hiperglicemia de estresse. Os esteroides gonadais, como testosterona e estrogênio, tendem a ter seus níveis plasmáticos reduzidos. As implicações clínicas dessas alterações incluem hiperglicemia, retenção de sódio e água, balanço nitrogenado negativo e supressão imunológica. O manejo adequado dessas respostas, como o controle glicêmico rigoroso e a otimização do balanço hídrico, é essencial para minimizar o estresse cirúrgico, acelerar a recuperação e reduzir a morbidade e mortalidade pós-operatória.
Na resposta endócrina ao trauma cirúrgico, há elevação de hormônios como cortisol, catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), hormônio antidiurético (ADH) e glucagon. Esses hormônios atuam para mobilizar energia e manter a homeostase.
A hiperglicemia pós-operatória ocorre devido ao aumento dos hormônios contrarreguladores (cortisol, catecolaminas, glucagon), que promovem glicogenólise e gliconeogênese, e à diminuição da secreção ou aumento da resistência periférica à insulina, resultando em menor captação de glicose pelos tecidos.
A cirurgia de grande porte e o estresse associado geralmente levam a uma queda nos níveis plasmáticos dos esteroides gonadais (testosterona, estrogênio). Essa supressão faz parte da resposta endócrina ao estresse e pode ter implicações na recuperação e no bem-estar do paciente.
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