Tocólise: Escolha dos Tocolíticos Atuais para Parto Prematuro

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020

Enunciado

A respeito da tocólise, é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) terbutalina promove os melhores resultados com poucos efeitos colaterais.
  2. B) atosibana inibe a enzima liberadora de prostaglandina com mínimos efeitos colaterais.
  3. C) nifedipina bloqueia os canais de cálcio sendo o tocolítico de escolha em hipertensas.
  4. D) sulfato de magnésio e indometacina são os tocolíticos de menor custo e elevada eficiência.
  5. E) atosibana e nifedipina são os tocolíticos de preferência na atualidade.

Pérola Clínica

Nifedipina (bloqueador Ca++) e Atosibana (antagonista ocitocina) são os tocolíticos de escolha atuais devido à eficácia e menor perfil de efeitos adversos.

Resumo-Chave

A nifedipina (bloqueador de canal de cálcio) e a atosibana (antagonista do receptor de ocitocina) são os tocolíticos de primeira linha na atualidade para inibir o trabalho de parto prematuro. Eles apresentam boa eficácia e um perfil de efeitos colaterais mais favorável em comparação com os betamiméticos e o sulfato de magnésio.

Contexto Educacional

A tocólise é a inibição farmacológica das contrações uterinas em casos de trabalho de parto prematuro, com o objetivo de prolongar a gestação e permitir a administração de corticosteroides para a maturação pulmonar fetal, além de possibilitar a transferência da gestante para um centro com recursos neonatais adequados. O parto prematuro é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, tornando a tocólise uma intervenção crucial na obstetrícia. A escolha do agente tocolítico ideal depende de diversos fatores, incluindo idade gestacional, condições maternas e fetais, e perfil de efeitos colaterais. Historicamente, os betamiméticos (como terbutalina e ritodrina) foram amplamente utilizados, mas seu uso diminuiu devido aos efeitos adversos cardiovasculares maternos. O sulfato de magnésio, embora com mecanismo tocolítico menos potente, é mais conhecido por sua neuroproteção fetal. A indometacina, um inibidor da síntese de prostaglandinas, é eficaz, mas seu uso é restrito a idades gestacionais mais precoces devido a riscos de fechamento prematuro do ducto arterioso fetal. Atualmente, a nifedipina (um bloqueador de canal de cálcio) e a atosibana (um antagonista do receptor de ocitocina) são considerados os tocolíticos de primeira linha em muitas diretrizes. A nifedipina é eficaz, de baixo custo e tem um perfil de segurança favorável, sendo amplamente utilizada. A atosibana, embora mais cara, apresenta excelente perfil de segurança materno e fetal, com mínimos efeitos colaterais, tornando-a uma opção preferencial em pacientes com contraindicações a outros agentes ou que necessitam de um perfil de segurança superior. A decisão deve sempre considerar o balanço entre eficácia e segurança para a mãe e o feto.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tocolíticos utilizados na prática clínica?

Os principais tocolíticos incluem os bloqueadores de canal de cálcio (nifedipina), antagonistas do receptor de ocitocina (atosibana), betamiméticos (terbutalina, ritodrina), inibidores da síntese de prostaglandinas (indometacina) e sulfato de magnésio.

Por que a nifedipina é um tocolítico de escolha?

A nifedipina é um bloqueador de canal de cálcio que atua relaxando a musculatura uterina. É eficaz, de baixo custo e tem um bom perfil de segurança, sendo preferida em muitas diretrizes, exceto em pacientes com hipotensão ou certas cardiopatias.

Qual o mecanismo de ação da atosibana na tocólise?

A atosibana é um antagonista competitivo dos receptores de ocitocina no miométrio, inibindo as contrações uterinas. Possui um excelente perfil de segurança, com poucos efeitos colaterais maternos e fetais, tornando-a uma opção valiosa, embora mais cara.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo