Dengue e COVID-19: Manejo na Atenção Primária e Vigilância

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021

Enunciado

A respeito do manejo clínico, epidemiológico e sanitário da dengue no contexto da pandemia de covid-19, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) Paciente com febre, mialgia, cefaleia e contato com caso confirmado de covid-19 deve ser manejado como síndrome gripal/covid-19, e a coinfecção por dengue pode ser descartada por critério clínico-epidemiológico.
  2. B) De outubro a maio, no Brasil, espera-se aumento da incidência de infecções por arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, configurando-se uma epizootia quando o número de casos em uma localidade supera o limiar endêmico.
  3. C) Na atenção primária, a presença de hipotensão e desconforto respiratório em paciente com suspeita de dengue e(ou) com síndrome gripal é considerada sinal de alarme e indica a remoção do paciente para um leito de enfermaria.
  4. D) Ações de busca ativa de casos suspeitos de dengue no território em que um caso é confirmado, assim como o rastreamento de contatos de covid-19 por uma equipe de saúde da família, estão de acordo com as diretrizes da atenção básica de resolutividade e territorialização.

Pérola Clínica

Busca ativa de casos e rastreamento de contatos são pilares da atenção básica, alinhados à resolutividade e territorialização.

Resumo-Chave

Em um cenário de co-circulação de dengue e COVID-19, a busca ativa de casos suspeitos de dengue e o rastreamento de contatos de COVID-19 são ações essenciais da atenção primária, reforçando os princípios de resolutividade e territorialização do SUS. A sobreposição de sintomas exige vigilância e manejo adequado.

Contexto Educacional

O cenário de co-circulação de dengue e COVID-19 representa um desafio significativo para o sistema de saúde, especialmente na atenção primária. Ambas as doenças podem apresentar sintomas inespecíficos e sobrepostos, como febre, mialgia e cefaleia, o que dificulta o diagnóstico diferencial apenas por critérios clínicos e epidemiológicos. Portanto, descartar uma coinfecção sem exames laboratoriais adequados é um erro. A atenção primária à saúde (APS) desempenha um papel crucial no manejo dessas condições. Ações como a busca ativa de casos suspeitos de dengue em uma área onde um caso foi confirmado, e o rastreamento de contatos de COVID-19, são exemplos de práticas alinhadas aos princípios da APS, como a resolutividade e a territorialização. Essas estratégias permitem a identificação precoce de casos, o isolamento quando necessário, o manejo clínico oportuno e a interrupção das cadeias de transmissão, contribuindo para o controle epidemiológico. É importante que os profissionais de saúde estejam atentos aos sinais de alarme de ambas as doenças. Embora hipotensão e desconforto respiratório sejam sinais de gravidade, a remoção para um leito de enfermaria pode ser insuficiente, dependendo da gravidade, podendo ser necessária uma unidade de terapia intensiva. A compreensão das diretrizes de manejo e vigilância é essencial para garantir uma resposta eficaz e integrada a essas arboviroses e à pandemia.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar clinicamente dengue de COVID-19, dada a sobreposição de sintomas?

A diferenciação clínica é desafiadora devido a sintomas como febre, mialgia e cefaleia em ambas. Testes laboratoriais específicos para cada doença são cruciais para o diagnóstico definitivo e manejo adequado.

Quais são os sinais de alarme da dengue que indicam necessidade de internação?

Sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, sangramentos, letargia, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito.

Qual a importância da busca ativa de casos e rastreamento de contatos na atenção primária?

A busca ativa e o rastreamento são fundamentais para identificar precocemente novos casos, interromper cadeias de transmissão, oferecer manejo adequado e monitorar a situação epidemiológica no território, fortalecendo a vigilância em saúde.

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