Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
A respeito do manejo clínico, epidemiológico e sanitário da dengue no contexto da pandemia de covid-19, assinale a opção correta.
Busca ativa de casos e rastreamento de contatos são pilares da atenção básica, alinhados à resolutividade e territorialização.
Em um cenário de co-circulação de dengue e COVID-19, a busca ativa de casos suspeitos de dengue e o rastreamento de contatos de COVID-19 são ações essenciais da atenção primária, reforçando os princípios de resolutividade e territorialização do SUS. A sobreposição de sintomas exige vigilância e manejo adequado.
O cenário de co-circulação de dengue e COVID-19 representa um desafio significativo para o sistema de saúde, especialmente na atenção primária. Ambas as doenças podem apresentar sintomas inespecíficos e sobrepostos, como febre, mialgia e cefaleia, o que dificulta o diagnóstico diferencial apenas por critérios clínicos e epidemiológicos. Portanto, descartar uma coinfecção sem exames laboratoriais adequados é um erro. A atenção primária à saúde (APS) desempenha um papel crucial no manejo dessas condições. Ações como a busca ativa de casos suspeitos de dengue em uma área onde um caso foi confirmado, e o rastreamento de contatos de COVID-19, são exemplos de práticas alinhadas aos princípios da APS, como a resolutividade e a territorialização. Essas estratégias permitem a identificação precoce de casos, o isolamento quando necessário, o manejo clínico oportuno e a interrupção das cadeias de transmissão, contribuindo para o controle epidemiológico. É importante que os profissionais de saúde estejam atentos aos sinais de alarme de ambas as doenças. Embora hipotensão e desconforto respiratório sejam sinais de gravidade, a remoção para um leito de enfermaria pode ser insuficiente, dependendo da gravidade, podendo ser necessária uma unidade de terapia intensiva. A compreensão das diretrizes de manejo e vigilância é essencial para garantir uma resposta eficaz e integrada a essas arboviroses e à pandemia.
A diferenciação clínica é desafiadora devido a sintomas como febre, mialgia e cefaleia em ambas. Testes laboratoriais específicos para cada doença são cruciais para o diagnóstico definitivo e manejo adequado.
Sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, sangramentos, letargia, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito.
A busca ativa e o rastreamento são fundamentais para identificar precocemente novos casos, interromper cadeias de transmissão, oferecer manejo adequado e monitorar a situação epidemiológica no território, fortalecendo a vigilância em saúde.
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