TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2021
A respeito das queixas ocupacionais, assinale a alternativa incorreta:
Silicose = Pneumoconiose FIBROGÊNICA (fibrose nodular progressiva).
A silicose é causada pela inalação de sílica livre cristalina, resultando em uma reação tecidual fibrogênica irreversível e progressiva, mesmo após a cessação da exposição.
A medicina do trabalho exige compreensão das interações entre ambiente laboral e saúde. As LER/DORT representam um grupo heterogêneo de distúrbios osteomusculares relacionados a movimentos repetitivos e sobrecarga. As dermatoses ocupacionais, frequentemente causadas por agentes químicos irritantes, são prevalentes em diversos setores industriais. A silicose, além do dano pulmonar direto, aumenta significativamente o risco de tuberculose (silicotuberculose) e câncer de pulmão, exigindo vigilância rigorosa dos trabalhadores expostos a mineração, jateamento de areia e cerâmicas.
A silicose é uma doença pulmonar ocupacional causada pela inalação de partículas de sílica cristalina. É classificada como fibrogênica porque a presença dessas partículas no parênquima pulmonar desencadeia uma resposta inflamatória crônica mediada por macrófagos, resultando na formação de nódulos silicóticos e fibrose progressiva. Diferente das pneumoconioses não fibrogênicas (causadas por poeiras inertes como ferro ou estanho), a silicose altera a arquitetura pulmonar e a função respiratória de forma irreversível.
A silicose pode se apresentar em três formas principais: 1) Crônica: a mais comum, surgindo após 10 a 20 anos de exposição a baixas concentrações de sílica; 2) Acelerada: surge entre 5 a 10 anos após exposição mais intensa; 3) Aguda (silicoproteinose): rara, ocorre após meses de exposição maciça, com preenchimento alveolar por material proteináceo. O diagnóstico baseia-se na história ocupacional compatível e em achados radiológicos, como pequenos nódulos predominando em campos superiores.
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é uma diminuição gradual da acuidade auditiva decorrente da exposição continuada a níveis elevados de pressão sonora (geralmente > 85 dB por 8h/dia). É uma perda do tipo sensorioneural, geralmente bilateral, simétrica e irreversível, afetando inicialmente as frequências altas (3, 4 ou 6 kHz). É uma doença de notificação compulsória e o manejo foca na prevenção através de medidas de engenharia e uso de equipamentos de proteção individual (EPI).
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