UnB/HUB - Hospital Universitário de Brasília (DF) — Prova 2020
A respeito do cuidado à saúde da mulher na APS, julgue o item subsecutivo. A inserção do dispositivo intrauterino (DIU) é um procedimento que envolve riscos, e demanda ultrassonografia, por isso o MFC deve evitar realizar o procedimento na UBS, devendo referenciar as pacientes interessadas nesse método contraceptivo para outro serviço.
Inserção de DIU na APS é segura e recomendada, não exigindo ultrassonografia prévia de rotina, e deve ser realizada por MFC capacitado.
A inserção do DIU é um procedimento seguro que pode e deve ser realizado na Atenção Primária à Saúde por profissionais capacitados, como o Médico de Família e Comunidade, sem a necessidade rotineira de ultrassonografia prévia, o que facilita o acesso a um método contraceptivo de alta eficácia.
A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel crucial na promoção da saúde e no acesso a serviços essenciais, incluindo o planejamento familiar. O dispositivo intrauterino (DIU), seja de cobre ou hormonal, é um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, sendo uma excelente opção para muitas mulheres. A capacidade de oferecer a inserção do DIU na APS é fundamental para ampliar o acesso a este método e reduzir as barreiras geográficas e financeiras. A afirmação de que a inserção do DIU demanda ultrassonografia de rotina e que o Médico de Família e Comunidade (MFC) deve evitar o procedimento na UBS é incorreta. As diretrizes nacionais e internacionais de planejamento familiar enfatizam que a inserção do DIU é um procedimento seguro que pode ser realizado na APS por profissionais de saúde devidamente capacitados. A ultrassonografia não é um pré-requisito para todas as inserções, sendo reservada para casos específicos de suspeita de anomalias uterinas ou para confirmação de posicionamento pós-inserção em situações selecionadas. A capacitação dos profissionais da APS, incluindo os MFCs, para a inserção do DIU é uma estratégia essencial para fortalecer o planejamento familiar e a saúde reprodutiva. Ao realizar o procedimento na UBS, o MFC não apenas facilita o acesso, mas também integra o cuidado contraceptivo ao acompanhamento longitudinal da paciente, promovendo uma abordagem holística e centrada na pessoa. Os riscos associados à inserção do DIU são baixos, e a capacidade de manejar possíveis intercorrências faz parte da formação do profissional de APS.
A ultrassonografia pré-inserção do DIU não é uma rotina obrigatória. É indicada em casos específicos, como suspeita de anomalias uterinas, miomas submucosos grandes ou para confirmar a ausência de gravidez em situações duvidosas, mas não é um pré-requisito para todas as inserções.
Os principais riscos são a perfuração uterina (rara, <1/1000), expulsão do DIU, infecção pélvica (principalmente se houver infecção pré-existente não tratada) e dor ou sangramento durante e após o procedimento.
O Médico de Família e Comunidade, após capacitação adequada, tem um papel fundamental na oferta e inserção do DIU na APS, aumentando o acesso a um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, contribuindo para o planejamento familiar e a saúde reprodutiva das mulheres.
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