UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2019
Uma equipe de saúde da família recebeu um relatório de produtividade com os seguintes indicadores: percentual de encaminhamentos para serviço especializado: 80%; média de atendimento a recém-nascidos na primeira semana de vida: 0,4; percentual de atendimentos de demanda espontânea: 70%. Tendo como base os parâmetros do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica, pode-se interpretar:
PMAQ: ↑ encaminhamentos (>20%) → ↓ resolutividade da Atenção Básica.
Um alto percentual de encaminhamentos para serviços especializados (80% na questão) indica baixa resolutividade da Atenção Básica, pois a maioria dos problemas de saúde deveria ser resolvida no próprio nível primário, conforme os parâmetros do PMAQ (idealmente 5-20%).
A Atenção Básica (AB) é a porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser altamente resolutiva, ou seja, capaz de solucionar a grande maioria dos problemas de saúde da população em seu território. O Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) estabelece parâmetros e indicadores para avaliar o desempenho das equipes de Saúde da Família. Um dos indicadores cruciais de resolutividade é o percentual de encaminhamentos para serviços especializados. Um valor elevado, como 80% na questão, é um sinal claro de baixa resolutividade, pois sugere que a equipe não está conseguindo manejar clinicamente a maior parte dos casos, sobrecarregando os outros níveis de atenção e gerando gargalos. O parâmetro ideal do PMAQ para encaminhamentos varia entre 5% e 20%. Outros indicadores, como a média de atendimento a recém-nascidos na primeira semana de vida e o percentual de atendimentos de demanda espontânea, também fornecem informações importantes. Uma baixa média de atendimento a RNs pode indicar falha na busca ativa e acompanhamento puerperal, enquanto um alto percentual de demanda espontânea, embora mostre acesso, pode também refletir uma organização do trabalho focada no atendimento da queixa-conduta em detrimento de ações programáticas e preventivas. A interpretação conjunta desses indicadores é essencial para um diagnóstico preciso da qualidade da atenção.
Os principais indicadores incluem o percentual de encaminhamentos para serviços especializados, a proporção de problemas de saúde resolvidos na própria unidade e a satisfação do usuário com o cuidado recebido.
Segundo o PMAQ, o percentual de encaminhamentos para serviços especializados deve estar entre 5% e 20%, indicando que a maior parte dos problemas de saúde está sendo resolvida na própria Atenção Básica.
Uma alta proporção de atendimentos de demanda espontânea pode indicar problemas no agendamento, na organização do fluxo de usuários ou na capacidade da equipe de realizar ações programáticas e preventivas, embora também reflita a acessibilidade.
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