IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
A fase de resolução da inflamação envolve a liberação de mediadores específicos para limitar o processo inflamatório e promover a cicatrização. Qual é o papel das resolvinas nesse processo?
Resolvinas → limitam infiltração leucocitária + promovem resolução ativa da inflamação.
As resolvinas são mediadores lipídicos derivados de ácidos graxos ômega-3 que atuam ativamente na fase de resolução da inflamação. Elas inibem a quimiotaxia e a infiltração de neutrófilos, estimulam a fagocitose de células apoptóticas e promovem a reparação tecidual, sendo cruciais para o término do processo inflamatório.
A inflamação é uma resposta protetora do organismo a lesões ou infecções, mas sua resolução é tão crucial quanto seu início. Tradicionalmente, pensava-se que a inflamação simplesmente diminuía com a remoção do estímulo. No entanto, hoje sabemos que a resolução é um processo ativo, orquestrado por uma classe de mediadores lipídicos especializados, conhecidos como mediadores pró-resolução. As resolvinas são um exemplo proeminente desses mediadores. Derivadas de ácidos graxos ômega-3 (EPA e DHA), elas são sintetizadas durante a fase final da inflamação. Sua função principal é limitar a resposta inflamatória e promover o retorno à homeostase. Isso é conseguido através de múltiplos mecanismos, incluindo a inibição da quimiotaxia e da infiltração de leucócitos (especialmente neutrófilos) no local da inflamação. Além de limitar a migração de células inflamatórias, as resolvinas também estimulam a fagocitose de neutrófilos apoptóticos por macrófagos, um processo conhecido como eferocitose, que remove as células mortas e detritos sem induzir uma nova resposta inflamatória. Elas também promovem a reparação tecidual. A compreensão do papel das resolvinas é fundamental para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas para doenças inflamatórias crônicas, visando não apenas suprimir a inflamação, mas ativamente resolvê-la.
Resolvinas são uma classe de mediadores lipídicos bioativos, derivados de ácidos graxos poli-insaturados ômega-3, como o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosahexaenoico (DHA). Elas são sintetizadas durante a fase de resolução da inflamação.
As resolvinas atuam de diversas formas para resolver a inflamação: inibem a quimiotaxia e a infiltração de neutrófilos, promovem a fagocitose de células apoptóticas e detritos por macrófagos, e estimulam a reparação tecidual, facilitando o retorno à homeostase.
A resolução ativa da inflamação é vital para prevenir a cronicidade e o dano tecidual excessivo. Uma resolução falha pode levar a doenças inflamatórias crônicas, fibrose e disfunção orgânica, destacando a importância de mediadores como as resolvinas.
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