SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2019
O médico da atenção primária foi realizar uma visita domiciliar a um paciente de sua área de abrangência, pois fazia um bom tempo que ele não comparecia na unidade de saúde. Ao chegar na casa descobriu que o paciente tinha recebido o diagnóstico de um câncer de pâncreas, já em estado avançado. Portanto, nesses casos de acordo com a resolução no 1.805/2006 do Conselho Federal de Medicina estabelece que, na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis, é permitido ao médico:
Resolução CFM 1805/2006: permite limitar/suspender tratamentos que prolonguem a vida em fase terminal, respeitando a vontade do paciente.
A Resolução CFM nº 1.805/2006 estabelece que, na fase terminal de enfermidades graves e incuráveis, o médico pode limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente, desde que respeitada a vontade do paciente ou de seu representante legal. É um marco ético para a prática da ortotanásia e dos cuidados paliativos no Brasil.
A Resolução CFM nº 1.805/2006 é um marco fundamental na ética médica brasileira, abordando a conduta profissional diante de pacientes em fase terminal de enfermidades graves e incuráveis. Ela legitima a prática da ortotanásia, que consiste em não prolongar artificialmente a vida do paciente quando não há mais possibilidade de cura, focando na dignidade e no alívio do sofrimento. Esta resolução enfatiza a autonomia do paciente, ou de seu representante legal, na tomada de decisões sobre a limitação ou suspensão de tratamentos que visam apenas prolongar a vida sem perspectiva de melhora. É crucial que o médico esclareça todas as modalidades terapêuticas e suas implicações, garantindo que a decisão seja informada e consciente. Todas as condutas e decisões devem ser meticulosamente registradas no prontuário médico, servindo como respaldo legal e ético para o profissional. Para residentes, compreender e aplicar os princípios desta resolução é essencial para oferecer cuidados humanizados e éticos a pacientes em fim de vida. Isso envolve não apenas o conhecimento da legislação, mas também o desenvolvimento de habilidades em comunicação, empatia e manejo de sintomas, elementos centrais dos cuidados paliativos. O objetivo é sempre proporcionar o máximo conforto e qualidade de vida possível, respeitando a vontade do paciente e sua dignidade.
A Resolução CFM 1.805/2006 permite ao médico limitar ou suspender procedimentos e tratamentos que prolonguem a vida do doente em fase terminal de enfermidade grave e incurável, sempre respeitando a vontade do paciente ou de seu representante legal.
Sim, todas as decisões tomadas pelo médico que acompanha pacientes em fase terminal, incluindo a limitação ou suspensão de tratamentos, devem ser devidamente registradas no prontuário do paciente, garantindo transparência e respaldo legal.
Sim, mesmo em fase terminal, o paciente tem o direito e deve continuar a receber todos os cuidados necessários para aliviar os sintomas que causam sofrimento, como dor, dispneia e náuseas, focando na qualidade de vida e no conforto, conforme os princípios dos cuidados paliativos.
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