Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Parâmetro cardiovascular que diminui durante o terceiro trimestre da gravidez:
Gravidez (3º trimestre) → ↓ Resistência Vascular Sistêmica (RVS) devido à vasodilatação e circulação placentária de baixa resistência.
Durante a gravidez, o sistema cardiovascular materno passa por adaptações significativas para suprir as demandas do feto e da placenta. No terceiro trimestre, a resistência vascular sistêmica (RVS) diminui acentuadamente devido à vasodilatação periférica e à presença da circulação placentária de baixa resistência, o que contribui para a manutenção da pressão arterial apesar do aumento do débito cardíaco.
A gravidez induz profundas adaptações fisiológicas no sistema cardiovascular materno para atender às crescentes demandas metabólicas do feto e da placenta. Essas mudanças são essenciais para garantir um suprimento sanguíneo adequado ao útero e outros órgãos, ao mesmo tempo em que se mantém a homeostase materna. As alterações começam no primeiro trimestre e se acentuam progressivamente, atingindo seu pico no terceiro trimestre. Entre as adaptações mais notáveis, observa-se um aumento significativo do débito cardíaco (DC), que pode chegar a 30-50% acima dos níveis pré-gravídicos, impulsionado principalmente pelo aumento do volume sistólico e da frequência cardíaca. O volume sanguíneo também se expande em cerca de 40-50%, com um aumento desproporcional do volume plasmático em relação aos eritrócitos, resultando em uma anemia fisiológica da gravidez. Em contraste com o aumento da maioria dos parâmetros, a resistência vascular sistêmica (RVS) é o principal parâmetro cardiovascular que diminui durante a gravidez, especialmente no terceiro trimestre. Essa redução é atribuída a vários fatores, incluindo a vasodilatação generalizada mediada por hormônios (como a progesterona e o óxido nítrico), a formação da circulação placentária de baixa resistência e a diminuição da resposta vascular a agentes vasopressores. A diminuição da RVS é crucial para acomodar o aumento do débito cardíaco sem um aumento excessivo da pressão arterial, facilitando o fluxo sanguíneo para a unidade uteroplacentária. Residentes devem compreender essas adaptações para diferenciar a fisiologia normal da gravidez de patologias como a pré-eclâmpsia.
Durante a gravidez, há um aumento do volume sanguíneo, do débito cardíaco (até 30-50%), da frequência cardíaca e do volume sistólico. A pressão arterial geralmente diminui no segundo trimestre e retorna aos níveis pré-gravídicos no terceiro, enquanto a resistência vascular sistêmica diminui.
A diminuição da resistência vascular sistêmica (RVS) é multifatorial. Inclui a vasodilatação mediada por hormônios (como progesterona e óxido nítrico), a formação de uma circulação placentária de baixa resistência e a diminuição da sensibilidade vascular a agentes vasopressores.
A diminuição da RVS é um fator importante que contribui para a queda da pressão arterial observada no segundo trimestre da gravidez, apesar do aumento do débito cardíaco. No terceiro trimestre, a pressão arterial tende a retornar aos níveis pré-gravídicos, mas a RVS permanece mais baixa do que no estado não grávido.
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