UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Em relação às alterações fisiológicas da gestação, assinale a alternativa INCORRETA.
Gestação → ↑ resistência à insulina (não ↓), especialmente 2º/3º trimestre.
Durante a gestação, ocorre um aumento fisiológico da resistência à insulina, especialmente a partir do segundo trimestre, devido à ação de hormônios placentários. Esta alteração é crucial para o fornecimento de glicose ao feto, mas pode levar ao diabetes gestacional se a compensação pancreática for inadequada.
A gestação é um período de profundas e complexas alterações fisiológicas em praticamente todos os sistemas do corpo feminino, essenciais para sustentar o desenvolvimento fetal e preparar o organismo materno para o parto. O conhecimento dessas adaptações é fundamental para o acompanhamento pré-natal e a identificação de patologias. No sistema musculoesquelético, a ação da relaxina leva ao relaxamento ligamentar, especialmente na pelve, contribuindo para a marcha anserina e o aumento da lordose lombar. No metabolismo, ocorre um aumento fisiológico da resistência à insulina, principalmente no segundo e terceiro trimestres, impulsionado por hormônios placentários. Essa adaptação visa garantir o suprimento de glicose ao feto, mas pode desmascarar uma disfunção pancreática e levar ao diabetes gestacional. No sistema cardiovascular, há um aumento do volume plasmático (30-50%) e da massa de hemácias (18-30%), resultando em hemodiluição e "anemia fisiológica". A retenção de líquidos intra e extracelular é uma característica marcante. O débito cardíaco aumenta, e a pressão arterial tende a diminuir no segundo trimestre antes de retornar aos níveis pré-gravídicos. Essas alterações são cruciais para a perfusão uteroplacentária e o suporte metabólico da gestação.
A resistência à insulina aumenta devido à ação de hormônios placentários, como lactogênio placentário humano, progesterona, estrogênio e cortisol, que atuam como antagonistas da insulina, garantindo maior disponibilidade de glicose para o feto.
A marcha anserina é causada pelo relaxamento das articulações pélvicas (especialmente a sínfise púbica) devido à ação da relaxina, combinado com o aumento do útero e a mudança do centro de gravidade, levando a uma base de suporte mais ampla e balanço lateral.
Ocorre um aumento significativo do volume plasmático (30-50%) e da massa de hemácias (18-30%), resultando em hemodiluição fisiológica e anemia fisiológica da gravidez, apesar do aumento da eritropoiese.
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