HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Durante o curso normal do desenvolvimento humano, a puberdade é um período de resistência à insulina transitória fisiológica, podemos assim indicar como correto que:
Resistência à insulina na puberdade ↑ por ↑ hormônios sexuais e GH, essencial para crescimento e desenvolvimento.
A resistência à insulina na puberdade é um fenômeno fisiológico e transitório, impulsionado principalmente pelo aumento dos níveis de hormônio de crescimento e esteroides sexuais. Essa alteração é fundamental para o rápido crescimento e as mudanças na composição corporal características dessa fase.
A puberdade é um período de intensas transformações físicas e hormonais, caracterizado por um estirão de crescimento e o desenvolvimento das características sexuais secundárias. Nesse contexto, observa-se uma resistência à insulina fisiológica e transitória, um fenômeno crucial para o metabolismo energético e o crescimento acelerado. Essa resistência é parcialmente explicada pelo aumento dos hormônios esteroides sexuais (estrogênio e testosterona) e, principalmente, pelo hormônio de crescimento (GH). O GH, em particular, possui um efeito anti-insulínico direto, diminuindo a sensibilidade dos tecidos à insulina e promovendo a lipólise e a gliconeogênese, o que contribui para o fornecimento de energia necessário ao rápido crescimento. Embora a resistência à insulina seja um achado normal na puberdade, é importante monitorar indivíduos com fatores de risco para diabetes tipo 2, pois a exacerbação dessa resistência pode desmascarar uma predisposição subjacente. O entendimento desse processo é fundamental para diferenciar o fisiológico do patológico e orientar adequadamente pacientes e familiares.
Os principais hormônios envolvidos são o hormônio de crescimento (GH) e os esteroides sexuais, como estrogênio e testosterona, que aumentam a resistência dos tecidos à ação da insulina.
Não, a resistência à insulina na puberdade é um fenômeno fisiológico e transitório, considerado normal e necessário para o estirão de crescimento e as mudanças metabólicas que ocorrem nessa fase do desenvolvimento.
As consequências incluem um aumento da glicemia pós-prandial e da secreção de insulina, que são compensados pelo pâncreas. É um mecanismo que favorece o crescimento e a deposição de energia para o desenvolvimento.
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