DM Tipo 2: Fisiopatologia da Resistência à Insulina

ENARE/ENAMED — Prova 2024

Enunciado

Diabetes Mellitus (DM) é uma das doenças crônicas não transmissíveis mais importantes do mundo, sendo o conhecimento a seu respeito fundamental para o médico e para outros profissionais da saúde. Em relação à fisiopatologia da DM tipo 2, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A DM tipo 2 tem componente genético pouco significativo, sendo uma doença exclusivamente relacionada ao estilo de vida.
  2. B) As alterações metabólicas da DM tipo 2 geram inflamação sistêmica de alto grau, com frequentes alterações em marcadores laboratoriais de inflamação, como ferritina.
  3. C) A resistência à ação da insulina por tecidos sensíveis a esta leva a uma redução no consumo da glicose sérica e a um aumento na produção hepática de glicose.
  4. D) A perda gradual de produção de insulina secundária leva à destruição das células beta do pâncreas por processo autoimune característico da DM tipo 2.
  5. E) Como resultado da resistência insulínica, há aumento da presença de ácidos graxos livres séricos levando à redução nos níveis de HDL, LDL e VLDL.

Pérola Clínica

DM2 = Resistência insulínica → ↓ consumo glicose periférica + ↑ produção hepática de glicose.

Resumo-Chave

A fisiopatologia da DM tipo 2 é complexa, mas centralmente envolve a resistência à insulina nos tecidos periféricos (músculo, tecido adiposo) e no fígado. Essa resistência impede a captação e utilização adequada da glicose, levando a hiperglicemia, e também aumenta a produção hepática de glicose, exacerbando o quadro.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica complexa, cuja fisiopatologia envolve principalmente a resistência à ação da insulina e a disfunção progressiva das células beta pancreáticas. A resistência à insulina ocorre em tecidos periféricos, como músculo e tecido adiposo, e no fígado, resultando em menor captação de glicose pelos tecidos e aumento da produção hepática de glicose, contribuindo para a hiperglicemia. Inicialmente, o pâncreas compensa a resistência à insulina aumentando a secreção do hormônio, mantendo a glicemia em níveis normais. No entanto, com o tempo, as células beta se exaurem e perdem sua capacidade de produzir insulina suficiente, levando à falência progressiva e à necessidade de tratamento farmacológico. Fatores genéticos e ambientais, como obesidade e sedentarismo, interagem para precipitar a doença. O conhecimento aprofundado da fisiopatologia da DM2 é crucial para o médico, pois orienta as estratégias de tratamento, que visam tanto a redução da resistência à insulina quanto a preservação da função das células beta. O manejo inclui mudanças no estilo de vida, medicamentos que aumentam a sensibilidade à insulina, reduzem a produção hepática de glicose ou estimulam a secreção de insulina, e, eventualmente, a insulinoterapia.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da resistência à insulina na DM tipo 2?

A resistência à insulina é central na DM tipo 2, impedindo que tecidos como músculo, gordura e fígado respondam adequadamente à insulina, resultando em menor captação de glicose e maior produção hepática de glicose, elevando os níveis sanguíneos.

A DM tipo 2 tem um componente genético?

Sim, a DM tipo 2 possui um forte componente genético, com múltiplos genes associados ao risco. Embora o estilo de vida seja um fator importante, a predisposição genética desempenha um papel significativo na sua manifestação e desenvolvimento da doença.

Como a disfunção das células beta se relaciona com a DM tipo 2?

Inicialmente, as células beta pancreáticas compensam a resistência à insulina aumentando a produção de insulina. Com o tempo, essa demanda excessiva leva à exaustão e disfunção progressiva das células beta, resultando em uma produção insuficiente de insulina para controlar a glicemia.

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