ENARE/ENAMED — Prova 2024
Diabetes Mellitus (DM) é uma das doenças crônicas não transmissíveis mais importantes do mundo, sendo o conhecimento a seu respeito fundamental para o médico e para outros profissionais da saúde. Em relação à fisiopatologia da DM tipo 2, assinale a alternativa correta.
DM2 = Resistência insulínica → ↓ consumo glicose periférica + ↑ produção hepática de glicose.
A fisiopatologia da DM tipo 2 é complexa, mas centralmente envolve a resistência à insulina nos tecidos periféricos (músculo, tecido adiposo) e no fígado. Essa resistência impede a captação e utilização adequada da glicose, levando a hiperglicemia, e também aumenta a produção hepática de glicose, exacerbando o quadro.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica complexa, cuja fisiopatologia envolve principalmente a resistência à ação da insulina e a disfunção progressiva das células beta pancreáticas. A resistência à insulina ocorre em tecidos periféricos, como músculo e tecido adiposo, e no fígado, resultando em menor captação de glicose pelos tecidos e aumento da produção hepática de glicose, contribuindo para a hiperglicemia. Inicialmente, o pâncreas compensa a resistência à insulina aumentando a secreção do hormônio, mantendo a glicemia em níveis normais. No entanto, com o tempo, as células beta se exaurem e perdem sua capacidade de produzir insulina suficiente, levando à falência progressiva e à necessidade de tratamento farmacológico. Fatores genéticos e ambientais, como obesidade e sedentarismo, interagem para precipitar a doença. O conhecimento aprofundado da fisiopatologia da DM2 é crucial para o médico, pois orienta as estratégias de tratamento, que visam tanto a redução da resistência à insulina quanto a preservação da função das células beta. O manejo inclui mudanças no estilo de vida, medicamentos que aumentam a sensibilidade à insulina, reduzem a produção hepática de glicose ou estimulam a secreção de insulina, e, eventualmente, a insulinoterapia.
A resistência à insulina é central na DM tipo 2, impedindo que tecidos como músculo, gordura e fígado respondam adequadamente à insulina, resultando em menor captação de glicose e maior produção hepática de glicose, elevando os níveis sanguíneos.
Sim, a DM tipo 2 possui um forte componente genético, com múltiplos genes associados ao risco. Embora o estilo de vida seja um fator importante, a predisposição genética desempenha um papel significativo na sua manifestação e desenvolvimento da doença.
Inicialmente, as células beta pancreáticas compensam a resistência à insulina aumentando a produção de insulina. Com o tempo, essa demanda excessiva leva à exaustão e disfunção progressiva das células beta, resultando em uma produção insuficiente de insulina para controlar a glicemia.
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