UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2021
O conceito de resistência à ação da insulina surgiu no final da década de 1930, quando pesquisadores administraram extrato de pâncreas purificado a indivíduos com hiperglicemia e observaram surpreendentes resultados quanto à variabilidade de resposta glicêmica entre eles. Sendo correto o item:
Resistência à insulina → necessidade de grandes doses de insulina para controle glicêmico, comum em DM2, especialmente em idosos.
A resistência à insulina é uma característica central do diabetes tipo 2, onde as células do corpo não respondem adequadamente à insulina. Isso leva à necessidade de doses maiores de insulina para alcançar o controle glicêmico, sendo mais evidente em pacientes mais velhos com diabetes leve não cetótico.
O conceito de resistência à insulina, embora formalizado mais tarde, teve suas raízes observacionais na década de 1930, quando a variabilidade na resposta à insulina exógena em pacientes com hiperglicemia foi notada. Essa condição é caracterizada pela diminuição da sensibilidade dos tecidos-alvo (músculo, fígado e tecido adiposo) aos efeitos da insulina, levando o pâncreas a compensar com uma produção aumentada. É um pilar fundamental na fisiopatologia do Diabetes Mellitus tipo 2 e da síndrome metabólica. Clinicamente, a resistência à insulina se manifesta pela necessidade de doses elevadas de insulina para manter o controle glicêmico, mesmo em casos de diabetes considerado "leve" ou não cetótico. Essa observação é particularmente relevante em indivíduos mais velhos, onde a resistência à insulina tende a ser mais pronunciada devido a fatores como envelhecimento, obesidade e menor atividade física. O reconhecimento precoce e a compreensão desse fenômeno são cruciais para o manejo adequado do diabetes. O manejo da resistência à insulina envolve modificações no estilo de vida (dieta e exercícios), que podem melhorar a sensibilidade à insulina, e o uso de medicamentos como metformina ou tiazolidinedionas. Em casos onde a produção endógena de insulina é insuficiente para superar a resistência, a insulinoterapia se faz necessária, muitas vezes com doses substanciais. Compreender a resistência à insulina é vital para otimizar as estratégias terapêuticas e melhorar os resultados para os pacientes.
Resistência à insulina é a condição em que as células do corpo (músculo, gordura e fígado) não respondem adequadamente à insulina, exigindo que o pâncreas produza mais para manter a glicemia normal. Clinicamente, pode levar à hiperglicemia, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.
Em pacientes com resistência à insulina, as células são menos sensíveis aos efeitos da insulina. Para superar essa resistência e permitir a captação de glicose, são necessárias doses significativamente maiores de insulina, seja endógena (produzida pelo corpo) ou exógena (administrada como tratamento).
A resistência à insulina é uma característica central do Diabetes Mellitus tipo 2 e é mais prevalente em indivíduos mais velhos, obesos e com estilo de vida sedentário. No diabetes tipo 1, a deficiência de insulina é primária.
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