Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019
Uma bactéria (sp) pode se tornar resistente à cefalosporina por alterações bioquímicas, como:
Resistência à cefalosporina por enzimas = betalactamases (inativam o anel betalactâmico).
A principal forma de resistência bacteriana às cefalosporinas, que são antibióticos betalactâmicos, ocorre pela produção de enzimas betalactamases. Essas enzimas hidrolisam o anel betalactâmico da droga, tornando-a inativa e incapaz de inibir a síntese da parede celular bacteriana.
A resistência bacteriana é um dos maiores desafios da medicina moderna, impactando diretamente a eficácia dos tratamentos antimicrobianos. As cefalosporinas, uma classe de antibióticos betalactâmicos, são amplamente utilizadas devido ao seu amplo espectro de ação e boa tolerabilidade. No entanto, o surgimento de mecanismos de resistência tem limitado sua utilidade. O mecanismo mais comum de resistência às cefalosporinas é a produção de enzimas betalactamases. Essas enzimas, produzidas por bactérias, são capazes de hidrolisar o anel betalactâmico presente na estrutura molecular das cefalosporinas, tornando-as inativas. Exemplos incluem as cefalosporinases e as betalactamases de espectro estendido (ESBL), que conferem resistência a uma gama ainda maior de betalactâmicos. Para residentes, é crucial compreender esses mecanismos para guiar a escolha terapêutica adequada. A identificação de bactérias produtoras de betalactamases em culturas é um alerta para a necessidade de uso de antibióticos com inibidores de betalactamase (ex: amoxicilina-clavulanato) ou carbapenêmicos, dependendo do perfil de resistência. O conhecimento da fisiopatologia da resistência é fundamental para o manejo clínico e para a prevenção da disseminação de cepas multirresistentes.
O principal mecanismo é a produção de enzimas betalactamases, que hidrolisam o anel betalactâmico das cefalosporinas, inativando o antibiótico.
ESBL são um tipo de betalactamase que confere resistência a penicilinas, cefalosporinas de 1ª, 2ª e 3ª geração, e aztreonam, mas são inibidas por inibidores de betalactamase.
Outras formas incluem alteração do sítio-alvo do antibiótico, diminuição da permeabilidade da membrana externa, bombas de efluxo e alteração de vias metabólicas.
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