SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2019
Mulher de 54 anos, após a menopausa, procura atendimento médico para fazer reposição hormonal. Seu médico solicita os exames que avaliam os riscos e benefícios desse tratamento. A mamografia identifica um carcinoma de mama. Apesar do resultado deste exame, a paciente agradece ao médico pelo diagnóstico precoce. A capacidade de uma pessoa manter ou recuperar a saúde mesmo diante de situações adversas como essa, refere-se ao conceito de:
Resiliência = capacidade de se adaptar e manter o bem-estar diante de adversidades.
A resiliência é a habilidade de um indivíduo de superar e se adaptar positivamente a situações de estresse, trauma ou adversidade, mantendo ou recuperando seu equilíbrio emocional e funcional, como demonstrado pela paciente que agradece o diagnóstico precoce de câncer de mama.
A resiliência, no contexto da saúde, refere-se à capacidade de um indivíduo de se adaptar com sucesso e manter o bem-estar psicológico e físico diante de adversidades significativas, estresse ou trauma. Não se trata de uma ausência de sofrimento, mas sim da habilidade de navegar por ele, aprender com a experiência e emergir fortalecido. Em situações clínicas desafiadoras, como o diagnóstico de uma doença grave, a resiliência é um fator protetor que influencia a forma como o paciente lida com a doença, o tratamento e suas consequências. A importância da resiliência é crescente na medicina, pois pacientes resilientes tendem a ter melhor adesão ao tratamento, menor incidência de transtornos mentais como depressão e ansiedade, e uma melhor qualidade de vida. Ela envolve uma combinação de fatores internos (como autoestima, autoeficácia, otimismo) e externos (como apoio social, recursos financeiros, acesso a cuidados de saúde). A paciente do caso, ao agradecer o diagnóstico precoce de carcinoma de mama, demonstra uma perspectiva resiliente, focando no aspecto positivo da situação adversa. Profissionais de saúde podem e devem fomentar a resiliência em seus pacientes. Isso inclui uma comunicação empática, o incentivo à participação ativa do paciente nas decisões de tratamento, a promoção de redes de apoio social e, quando necessário, o encaminhamento para suporte psicológico. Reconhecer e fortalecer a capacidade de resiliência dos pacientes é fundamental para um cuidado integral, que transcende a abordagem puramente biomédica e considera o indivíduo em sua totalidade.
A resiliência pode impactar positivamente o prognóstico ao promover uma melhor adesão ao tratamento, reduzir o estresse e a depressão, e melhorar a qualidade de vida geral, embora não altere diretamente a biologia da doença.
Estratégias incluem terapia cognitivo-comportamental, mindfulness, apoio social, desenvolvimento de habilidades de resolução de problemas, promoção de um senso de propósito e busca de significado na experiência da doença.
O médico tem um papel crucial ao oferecer comunicação clara e empática, validar os sentimentos do paciente, incentivar a autonomia, fornecer informações e recursos de apoio, e reconhecer e fortalecer os pontos fortes do paciente.
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