IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2022
Um menino de 2 anos foi levado ao pronto-atendimento por quadro de febre baixa (temperatura axilar 38,3) há 3 dias, tosse produtiva, rinorreia, odinofagia e diminuição da ingesta oral. A criança nega cefaleia e dor facial. Exame clínico sem alterações. A conduta a ser tomada deve ser:
Criança com febre baixa, tosse, rinorreia e odinofagia sem sinais de gravidade → provável resfriado comum, conduta sintomática.
O quadro clínico descrito (febre baixa, tosse produtiva, rinorreia, odinofagia, diminuição da ingesta oral) sem sinais de alarme ou complicações bacterianas (como cefaleia ou dor facial intensa) é altamente sugestivo de resfriado comum em uma criança de 2 anos. A conduta inicial é de suporte e sintomática.
O resfriado comum é uma das infecções mais frequentes na infância, sendo uma infecção viral autolimitada das vias aéreas superiores. É causado principalmente por rinovírus, mas também por outros vírus respiratórios. A epidemiologia mostra que crianças podem ter múltiplos episódios por ano, especialmente em creches ou escolas, devido à imaturidade do sistema imunológico e à alta transmissibilidade viral. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas típicos como rinorreia, tosse, odinofagia e febre baixa, sem sinais de gravidade ou complicações. É crucial diferenciar o resfriado comum de outras infecções virais ou bacterianas mais sérias, evitando exames desnecessários e o uso indiscriminado de antibióticos. A ausência de cefaleia e dor facial intensa na criança do caso afasta a suspeita de sinusite bacteriana complicada. A conduta para o resfriado comum é de suporte e sintomática. Inclui hidratação adequada, lavagem nasal com soro fisiológico para aliviar a congestão, e uso de antitérmicos/analgésicos (como paracetamol ou ibuprofeno) para febre e desconforto, se necessário. A orientação aos pais sobre a evolução natural da doença e os sinais de alerta para complicações é fundamental para evitar ansiedade e intervenções inadequadas.
Os sintomas comuns incluem rinorreia (coriza), tosse, espirros, dor de garganta (odinofagia), febre baixa e congestão nasal, geralmente com duração de 7 a 10 dias.
Sinais de alerta para complicação bacteriana (como sinusite ou otite) incluem piora dos sintomas após melhora inicial, febre alta persistente por mais de 3 dias, dor localizada intensa (facial, ouvido) ou prostração.
A conduta é primariamente sintomática, com hidratação, lavagem nasal com soro fisiológico, antitérmicos/analgésicos se necessário e repouso, sem indicação de antibióticos.
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